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EUA testam tecnologia que enterra CO2 emitido por usina a carvão

O Globo, Ciência, p. 31
23 de Set de 2009

EUA testam tecnologia que enterra CO2 emitido por usina a carvão
Térmica começa a usar método esta semana. Ambientalistas criticam

Matthew L. Wald
Do New York Times

Construída em 1980, bem antes de o aquecimento global se tornar uma preocupação geral, a termelétrica de Mountaineer, em New Haven, nos Estados Unidos, está prestes a se tornar a primeira usina a carvão do mundo a capturar e enterrar parte do CO2 que emite. A esperança é que, em vez de ser liberado rumo à atmosfera, agravando ainda mais o efeito estufa, o gás fique debaixo da terra por milênios.

O projeto deve entrar em funcionamento nos próximos dias e já desperta a atenção de autoridades de China e Índia, que lutam contra a dependência desse tipo de geração de energia, considerada suja.

Como eles, os EUA ainda são dependentes das térmicas a carvão para suprir suas necessidades energéticas.

Para especialistas, essa estratégia pode se revelar mais eficiente do que a construção de novas e mais modernas usinas. Mesmo assim, a viabilidade econômica da tecnologia de captura de CO2 permanece cercada de incertezas.

Certamente, o método vai sugar uma substancial quantidade de energia da usina - previsões mais otimistas dizem que será algo em torno de 15%; as mais pessimistas, em torno de 30%. Alguns argumentam que essa tecnologia pode se tornar mais cara do que a solar e a nuclear. E como toda novidade, mesmo os engenheiros ligados à iniciativa, não sabem se o método vai funcionar corretamente e se o dióxido de carbono vai, realmente, ficar bem estocado.

O projeto prevê que 100 mil toneladas de CO2 sejam enterradas anualmente, durante dois ou até cinco anos. O valor, dizem os responsáveis, representa 1,5% das emissões anuais da usina.

Ambientalistas, contrários às usinas a carvão, estão preocupados com a medida, acreditando que vai ser como trocar um problema, o aquecimento global, por outro, a possível poluição dos reservatórios de água da região.

O Globo, 23/09/2009, Ciência, p. 31

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