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Etanol de celulose ganha espaço

OESP, Economia, p. B11
06 de Ago de 2008

Etanol de celulose ganha espaço
Há 40 usinas em construção no mundo, 31 nos EUA

Jamil Chade, Genebra

O etanol à base de resíduos de madeira e celulose começa a ganhar adeptos nos países ricos, fenômeno que está sendo considerado como uma das principais novidades no mercado de madeira nas últimas décadas. Ante a controvérsia provocada pelo uso de etanol à base de milho e cereais nos países ricos, governos e investidores passam a olhar com maior atenção, e recursos, o etanol de celulose.

Hoje, não existe nenhuma usina produzindo etanol de celulose no mundo de forma rentável. Mas um levantamento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da ONU aponta que 40 usinas estão em plena construção, com planos de começar a produção a partir de 2011. Grande parte delas (31) estão nos Estados Unidos, onde o governo promete incentivos e subsídios para as empresas que desenvolverem o etanol de segunda geração a partir de 2012.

Algumas estimativas apontam que a produção de etanol de celulose poderia atingir entre 50 bilhões e 100 bilhões de litros até 2020. Para isso, vários governos não estão economizando incentivos. O Canadá já distribuirá nos próximos dois anos US$ 1,4 bilhão a empresários que queiram se aventurar no setor. Nos EStados Unidos, o apoio é de US$ 1 bilhão.

Na Europa, uma série de iniciativas começam a ganhar forma. Shell, Daimler e Volkswagen adquiriram ações da empresa Choren para a produção de 19 milhões de litros de etanol, com 65 mil toneladas de resíduos de madeira. Uma segunda usina começará a ser construída pelo mesmo grupo a partir de 2012. Na Noruega, dois projetos prometem produzir 1 milhão de metros cúbicos de etanol por ano.

Para Ed Pepke, autor do levantamento, as primeiras empresas a partir para esse novo setor serão as papeleiras, que já atuam entre o setor químico e o de madeira. Segundo ele, já existem provas de laboratório que comprovam a eficiência do combustível tanto para veículos como para aviões.

Mas o plano dos países ricos não pára por aí. Europeus e americanos querem ampliar o uso da madeira para aquecer água e edifícios. Hoje, o comércio de biomassa feita a partir de madeira já chega a 11 milhões de toneladas, o dobro do que foi registrado em 2003. O maior exportador é a Alemanha, com 1,4 milhão de toneladas.

OESP, 06/08/2008, Economia, p. B11

Há 40 usinas em construção no mundo, 31 nos EUA

Jamil Chade, Genebra

O etanol à base de resíduos de madeira e celulose começa a ganhar adeptos nos países ricos, fenômeno que está sendo considerado como uma das principais novidades no mercado de madeira nas últimas décadas. Ante a controvérsia provocada pelo uso de etanol à base de milho e cereais nos países ricos, governos e investidores passam a olhar com maior atenção, e recursos, o etanol de celulose.

Hoje, não existe nenhuma usina produzindo etanol de celulose no mundo de forma rentável. Mas um levantamento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da ONU aponta que 40 usinas estão em plena construção, com planos de começar a produção a partir de 2011. Grande parte delas (31) estão nos Estados Unidos, onde o governo promete incentivos e subsídios para as empresas que desenvolverem o etanol de segunda geração a partir de 2012.

Algumas estimativas apontam que a produção de etanol de celulose poderia atingir entre 50 bilhões e 100 bilhões de litros até 2020. Para isso, vários governos não estão economizando incentivos. O Canadá já distribuirá nos próximos dois anos US$ 1,4 bilhão a empresários que queiram se aventurar no setor. Nos EStados Unidos, o apoio é de US$ 1 bilhão.

Na Europa, uma série de iniciativas começam a ganhar forma. Shell, Daimler e Volkswagen adquiriram ações da empresa Choren para a produção de 19 milhões de litros de etanol, com 65 mil toneladas de resíduos de madeira. Uma segunda usina começará a ser construída pelo mesmo grupo a partir de 2012. Na Noruega, dois projetos prometem produzir 1 milhão de metros cúbicos de etanol por ano.

Para Ed Pepke, autor do levantamento, as primeiras empresas a partir para esse novo setor serão as papeleiras, que já atuam entre o setor químico e o de madeira. Segundo ele, já existem provas de laboratório que comprovam a eficiência do combustível tanto para veículos como para aviões.

Mas o plano dos países ricos não pára por aí. Europeus e americanos querem ampliar o uso da madeira para aquecer água e edifícios. Hoje, o comércio de biomassa feita a partir de madeira já chega a 11 milhões de toneladas, o dobro do que foi registrado em 2003. O maior exportador é a Alemanha, com 1,4 milhão de toneladas.

OESP, 06/08/2008, Economia, p. B11

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