Radioagência Nacional - http://radioagencianacional.ebc.com.br/
Autor: Graziele Bezerra
06 de Jul de 2016
Um estudo inédito publicado pela revista científica Nature aponta que combater apenas os grandes desmatamentos é uma ação insuficiente para conservar a biodiversidade da Amazônia.
A pesquisa, assinada por estudiosos brasileiros e estrangeiros, afirma que é preciso levar em consideração também o controle da exploração madeireira ilegal, dos incêndios florestais e da fragmentação das áreas de floresta remanescentes.
Esses fatores, segundo a pesquisadora de Ecologia e Serviços Ambientais da Embrapa, Joice Ferreira, causam enormes impactos no modo de vida da floresta.
Sonora: "O que nosso estudo está mostrando é que a questão do fogo como a questão da exploração da madeira ilegal está promovendo uma perda da nossa diversidade de bichos e de plantas tão importante, tão grave quanto o desmatamento."
O estudo foi feito no Pará, mas segundo a pesquisadora, serve de base para toda a floresta amazônica. A especialista explica que desde 1988, quando se iniciou o monitoramento da região, o Estado perdeu diversas espécies tanto com a degradação quanto com o desmatamento.
Foram pelo menos 1.500 espécies de árvores, 460 de aves e 150 tipos de besouros afetados nos últimos anos. Joice Ferreira lembra ainda que, os impactos também atingem a vida no campo.
Sonora: "Às vezes tem uma produção agrícola que o rendimento da produção ele é baixo e muitas vezes não se sabe porque. Grande parte acontece porque os animais que fazem a polinização que é essencial para produzir os frutos eles não tem mais as florestas onde eles vão e tem seus alimentos. A falta da floresta acaba atrapalhando as próprias atividades agrícolas."
Outro especialista brasileiro que fez parte da pesquisa, Luiz Aragão, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, destaca que o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento em cerca de 80% com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. Mas ainda precisa investir em planejamento de impactos da degradação se quiser resguardar a biodiversidade brasileira.
O estudo teve contribuições de especialistas da Embrapa Amazônia Oriental, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade de Lancaster, no Reino Unido e Instituto Ambiental de Estocolmo, na Suécia.
http://radioagencianacional.ebc.com.br/geral/audio/2016-07/estudo-mostr…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.