OESP, Vida, p. A24
29 de Ago de 2008
Estudo do clima terá R$ 100 mi
Herton Escobar
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) vai injetar R$ 100 milhões nos próximos dez anos no estudo das mudanças climáticas globais. O objetivo do programa, anunciado ontem, é entender melhor como o Brasil contribui para o aquecimento global e qual será o impacto disso sobre a estrutura econômica, social e ambiental do País nas próximas décadas.
"Não é um programa para resolver o problema, é para descobrir coisas sobre as mudanças climáticas que possam auxiliar na tomada de decisões que levem a soluções", disse o diretor-científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz. A primeira chamada de projetos foi lançada ontem, no valor de R$ 16 milhões, divididos meio a meio entre a Fapesp e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Uma peça central do programa será o novo supercomputador de 15 teraflops - ou seja, capaz de realizar 15 trilhões de operações matemáticas por segundo - que será instalado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no primeiro semestre de 2009. "O recurso já está disponível e em breve vamos lançar o edital de licitação para compra das máquinas", disse o cientista Carlos Nobre, que será responsável pela operação do equipamento, de R$ 37 milhões. Com isso, afirma Nobre, o Brasil se tornará um dos cinco países mais capacitados para pesquisas sobre mudança climática.
"Queremos ser capazes de produzir nossos próprios modelos, com peculiaridades regionais, e não só usar os modelos que foram feitos lá fora", reforçou Brito Cruz. O supercomputador será instalado no Inpe, mas poderá ser usado por cientistas de todo o País.
O Programa Fapesp de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais financiará projetos em sete áreas, que incluem, além da modelagem, o estudo de impactos sobre a biodiversidade, a saúde pública e a agricultura.
OESP, 29/08/2008, Vida, p. A24
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