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Estudo conclui que conhecimento ecológico de pescadores é fundamental para ações de conservação marinha

ICMBio - www.icmbio.gov.br
Autor: Luciana Melo - luciana.melo@icmbio.gov.br
05 de fev de 2009

O setor especializado na gestão das unidades de conservação do Bioma Marinho Costeiro, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acaba de concluir estudos, em parceria com outras entidades ambientais, que mostram que o conhecimento ecológico dos pescadores e suas práticas tradicionais de pesca na costa brasileira são fundamentais para auxiliar na conservação marinha.

Os estudos fazem parte de um programa do Projeto "Meros do Brasil" (http://www.merosdobrasil.org), que tem como objetivo a pesquisa e conservação do peixe mero e dos ambientes marinhos e costeiros em quatro pontos do país: Bahia, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo. O projeto é patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental e tem o mero como espécie-símbolo deste trabalho.

A pesquisa avaliou a importância do conhecimento ecológico dos pescadores para a gestão de áreas marinhas protegidas. Segundo o biólogo e autor do estudo, Eduardo Godoy, o Brasil possui diversas áreas de interesse de conservação e se comprometeu na Convenção da Diversidade Biológica - documento aprovado na Eco 92 realizada no Rio de Janeiro em 1992 - a aumentar significativamente o número de áreas marinhas protegidas até 2012.

"O Brasil possui mais de 8 mil quilômetros de litoral e menos de 1% da área costeira protegida, um percentual mínimo para um território tão rico em biodiversidade marinha. Estamos trabalhando para ampliar esse número mas as dificuldades são imensas", afirma Godoy. Ele acrescentou que cada processo de criação está embasado em pesquisas e estudos socioambientais que são analisados e complementados pelo ICMBio que depois apresenta as propostas de unidades de conservação à sociedade nas consultas públicas.

Para o biólogo, o mais importante no trabalho realizado foi a participação, por meio de entrevistas, dos gestores das unidades de conservação marinhas e costeiras do ICMBio e a constatação de que eles vem utilizando o conhecimento ecológico dos pescadores na gestão. Outro ponto importante é que o conhecimento dos pescadores sobre os peixes e o ecossistema pode ampliar significativamente a base de conhecimentos disponíveis para uma região e, ainda, estimula o maior envolvimento da comunidade com as áreas protegidas.

As unidades de conservação envolvidas foram: Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, Área de Proteção Ambiental Cananéia-Iguape-Peruíbe, Estação Ecológica Marinha Tupiniquins, Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, Reserva Extrativista Marinha Pirajubaé, Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim e Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

O projeto conta com a parceria das Organizações Não Governamentais (ONGs) Ecomar (Bahia), Vidágua (São Paulo) e Instituto Recife Costeiro (Pernambuco), além da Universidade do Vale do Itajaí (Univali - Santa Catarina).

Ascom/Chico Mendes
(61) 3316-1977

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