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Estudioso avalia que expansão agrícola dispensa Amazônia

OESP, Nacional, p. A4
13 de Abr de 2009

Estudioso avalia que expansão agrícola dispensa Amazônia

Entre as projeções do geógrafo Eduardo Girardi em sua tese de doutorado, chama a atenção a de que o Brasil pode continuar expandindo a produção agropecuária por um período de mais 20 anos, a uma taxa de 4% ao ano, sem precisar tocar na floresta amazônica.

Ele se baseia em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontavam em 1998 a existência de 55,8 milhões de hectares de terras da Amazônia Legal que poderiam ser exploradas mas não eram. Também considera que, entre 1998 e 2007, foram desflorestados na região 54,5 milhões de hectares - terras que se tornaram exploráveis - e que, entre 1996 e 2006, a área total de lavouras e de pastagens na mesma região foi ampliada em 23 milhões de hectares.

"Esses três dados nos permitem contradizer todo discurso que mencione a necessidade de desflorestamento na Amazônia, ou em qualquer outra região, para a obtenção de novas terras para a produção agropecuária", diz Girardi. Para ele, a agropecuária pode continuar se expandindo com a melhor exploração das áreas já abertas. Essa deveria ser a preocupação deste e dos próximos governos, afirma: "Devem criar alternativas para o desenvolvimento da agropecuária na Amazônia Legal que evitem ocupação de novas terras. O único objetivo da abertura de novas terras é a exploração de madeira e a apropriação de novas terras por grandes posseiros como reserva de valor".

OESP, 13/04/2009, Nacional, p. A4

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