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Estado vai pesquisar o potencial econômico da vegetação nativa

O Globo, Rio, p. 20
04 de Dez de 2007

Estado vai pesquisar o potencial econômico da vegetação nativa
Cabral sanciona lei que torna Faperj responsável por levantamento

Paula Autran

Não só de espécies famosas como o pau-brasil vivem os de 12% a 16% que restam da Mata Atlântica nativa do Estado do Rio. Governo e população vão finalmente conhecer a importância de plantas da mata e de restinga com potencial econômico no território fluminense, como a palmeira do coco-de-catarro (Acrocomia aculeata), utilizada pela indústria de cosméticos e como combustível . O governador Sérgio Cabral sancionou no dia 7 de novembro a lei 5.118/2007, do deputado André do PV, que torna a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) responsável por reunir especialistas e fazer um levantamento detalhado do potencial econômico dessas plantas.

- Até hoje não havia qualquer órgão público responsável por estudar essas plantas. A palmeira do coco-de-catarro é uma das espécies que já foram abundantes e estão sendo eliminadas. É preciso reintroduzir, replantar - diz André do PV, que preside a Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj.

Na justificativa do projeto, o deputado explica que milhares de espécies têm em sua madeira ou partes comestíveis (frutas, folhas, raízes) propriedades medicinais ou grande potencial agropecuário, mas são desconsideradas nos planos oficiais de financiamento de pesquisa.

A bióloga Verônica da Matta, que trabalha para a Comissão de Meio Ambiente da Alerj, reforça a importância da lei:
- Imagina quantas espécies já se perderam porque não se pesquisou a tempo.

Outro fator a ser considerado, de acordo com o autor da lei, são os peixes:
- Temos no Brasil mais de duzentas espécies de água doce. Dados comprovam que estamos perdendo o surubim do Paraíba do Sul e as piabanhas deste rio e do Rio São João.

O Globo, 04/12/2007, Rio, p. 20

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