OESP, Metrópole, p. C5
04 de Mar de 2010
Estado usou menos verba em obra no Tietê
O orçamento do ano passado para a realização de serviços e obras complementares na Bacia do Alto Tietê, na capital e em parte da Região Metropolitana, foi de R$ 85,4 milhões. O baixo valor da verba retardou o ritmo das obras do Parque Linear Várzeas do Tietê. Do valor total previsto, R$ 71 milhões foram efetivamente usados para pagar as empreiteiras contratadas pelo Estado.
Mais verba significa que poderiam ter sido feitos mais serviços de combate às enchentes, típicas da temporadas de chuvas. Entretanto, o orçamento de 2009 para essas obras antienchentes era de R$ 288,1 milhões, mas os técnicos da Secretaria Estadual da Fazenda incluíram nesse montante R$ 115 milhões referentes a financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que ainda não foram liberados pela instituição.
A Assessoria de Imprensa do governo estadual informou que houve muito mais dinheiro investido no combate às enchentes. Alega que o Programa de Infraestrutura Hídrica de Saneamento e Combate a Enchentes, com suplementação, passou para R$ 305.660.683,00.
Para 2010, o orçamento não chegou a incluir o financiamento de R$ 115 milhões do BID, uma vez que a operação de crédito ainda precisa ter a carta consulta em tramitação no Ministério da Fazenda e receber a liberação do Senado. De acordo com o governo estadual, a verba deste ano para serviços e obras complementares da Bacia do Alto Tietê é prevista em R$ 141 milhões, que, somando-se à dotação de combate às enchentes, chegaria a R$ 305,6 milhões.
Há um conjunto de obras que ajudariam a diminuir o sofrimento da população com enchentes e inundações. Segundo técnicos na área de hidráulica, é preciso a construção de piscinões nas cabeceiras dos afluentes do Rio Tietê, o que ajudaria a dar vazão ao rio. O plano estadual de macrodrenagem previa, há 11 anos, a construção de 134 piscinões em todo a Região Metropolitana de São Paulo, mas até hoje apenas 45 saíram do papel.
A ocupação ilegal das margens de afluentes do Tietê, que leva ao assoreamento, obrigaria a remoção de pelo menos 3 milhões de metros cúbicos de areia, terra e detritos por ano. Mas o serviço de drenagem do principal rio que corta a capital prevê a remoção de apenas 400 mil m³ anualmente. E.R.
OESP, 04/03/2010, Metrópole, p. C5
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