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Estado se destaca pela inovação na área ambiental

O Globo, O País, p. 17
16 de Nov de 2003

Estado se destaca pela inovação na área ambiental
Objetivo é garantir a exploração sustentável dos recursos naturais

Depois da briga contra o crime organizado, o Acre, por meio da exploração sustentável dos recursos da floresta, quer voltar a se destacar entre os estados, desta vez na economia, diz o governador Jorge Viana (PT), reeleito ano passado. E pretende aproveitar de seu pioneirismo na área ambiental. Foi em terras acreanas e o seringalista Chico Mendes passou a proclamar que o meio ambiente não é para mera contemplação. Deveria ser explorado de forma sustentável.
- Queremos agora disputar não mais terras e violência, mas os indicadores econômicos - diz o governador.
Ele quer explorar os recursos que o estado tem para estimular a economia local, mas evitando a destruição das riquezas naturais. A acreana Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, diz que isso é possível. E lembra que esse conceito foi desenvolvido no próprio estado.
- É a idéia do sócio-ambientalismo. A partir dela, hoje os ambientalistas não têm uma visão puramente contemplativa. Observam que o ambientalismo tem uma função econômica, voltada para o desenvolvimento com sustentabilidade - diz a ministra.
Estado foi palco de disputas ferrenhas
0 Acre passou por disputas ferrenhas. Há cem anos, o estado não fazia parte do território brasileiro. Três mil quilômetros quadrados, dois milhões de libras esterlinas e ainda o compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré foram a contrapartida que o governo brasileiro deu à Bolívia, há um século, para anexar a seu território os 190 mil quilômetros que hoje formam o estado do Acre.
O negócio, fechado sob a batuta do Barão de Rio Branco, foi formalizado pelo Tratado de Petrópolis, assinado na serra fluminense em 17 de novembro de 1903. Até sair o acordo, porém, a posse da região motivou conflitos, muitos deles sangrentos - e todos movidos pelo interesse de tornar brasileiro de fato e de direito o território, opulento pelo extrativismo da borracha.
A primeira insurreição data de 1899, quando o advogado e jornalista José Carvalho saiu do Pará decidido a reunir seringalistas e tirar dos bolivianos a propriedade. Carvalho conseguiu realizar seu intento. Na época, irritado com a indiferença do governo brasileiro, o espanhol Luiz Galvez resolveu criar ali um estado independente, do qual ele próprio seria o comandante. Ele acabou deposto pelas forças militares brasileiras, enviadas à região com a missão de devolver a área à Bolívia.

O Globo, 16/011/2003, O País, p. 17

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