O Globo, Rio, p. 34
06 de Out de 2007
Estado proíbe queimada para corte de cana
Objetivo é impedir um novo apagão como o que foi causado pelo fogo nos canaviais do Norte Fluminense
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou ontem que, a partir de depois de amanhã, ficam proibidas as queimadas para corte de cana-de-açúcar no Norte Fluminense.
A decisão, em caráter de emergência, foi tomada depois que o secretário recebeu comunicado do ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, informando que o recente apagão, que deixou às escuras o Espírito Santo e o Norte Fluminense, foi provocado pelo calor e pela fumaça da queima das plantações de cana do Estado do Rio. Na segunda e na terça-feiras, haverá blitzes em fazendas e grandes plantações da região.
Segundo documento enviado ao secretário pelo ministro, o fogo das queimadas na área vem se espalhando, atingindo a vegetação rasteira próxima às linhas de transmissão. Fotos comprovam o fogo junto às torres de energia. Durante as queimadas, ocorrem interrupções de fornecimento porque postes de madeira das redes são incendiados e cabos condutores derretem com o calor. Além disso, a fuligem danifica os equipamentos de proteção das linhas.
- Apesar de ser um problema econômico, neste primeiro momento, vamos fazer cumprir as leis ambientais para evitar um problema maior, que é a falta de energia. Depois, vamos estudar o que pode ser feito - disse o secretário.
Uma força-tarefa, chefiada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, fará um levantamento aéreo da região, para criar um mapa das plantações. A operação terá apoio do Batalhão Florestal, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, do Ibama, da Polícia Federal e do Corpo de Bombeiros. Quem for flagrado queimando cana estará sujeito a multa e a prisão de um a cinco anos. Segundo Minc, a proibição deve perdurar pelo menos enquanto não voltar a chover com regularidade no estado.
O Globo, 06/10/2007, Rio, p. 34
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