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30 de Jan de 2013
Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado e sua preservação é o ponto central do "Projeto Prevenção, Controle e Monitoramento de Queimadas Irregulares e Incêndios Florestais no Cerrado". Nesta quarta-feira, 30, foram abordados os resultados de três consultorias contratadas para o desenvolvimento deste projeto. O encontro, que reuniu representantes de instituições governamentais de âmbito federal e estadual, aconteceu durante todo o dia no auditório do Hotel Victória Plaza, em Palmas.
Também conhecido como Projeto Cerrado - Jalapão, seu objetivo visa colaborar com a redução do desmatamento e das queimadas, contribuindo assim para a conservação da biodiversidade do Cerrado e para a redução das emissões de Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera. A iniciativa contemplará os municípios de Mateiros, Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo, São Félix do Tocantins, Lizarda, Rio da Conceição, Lagoa da Confusão, Pium e Caseara.
Fruto do acordo de cooperação Brasil-Alemanha, o projeto tem previsão para ser executado no prazo de três anos, com parceria entre Ministério do Meio Ambiente, o ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Semades - Secretaria do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável do Tocantins e Naturatins - Instituto Natureza do Tocantins, instituições que estiveram presentes na reunião de hoje.
O projeto conta com um investimento de 13,5 milhões de euros, o equivalente a R$ 33,75 milhões de reais. Desses, 8,5 milhões de euros são provenientes do KFW - Banco Mundial da Alemanha e da GIZ - Sociedade Alemã para Cooperação Internacional, e 5 milhões de euros do Governo Brasileiro.
No ocasião, a consultora da Jica - Agência de Cooperação Internacional do Japão, Selene Sotero, abordou o levantamento socioeconômico nos municípios da área de abrangência do Projeto. Enquanto a representante da GIZ - Sociedade Alemã para Cooperação Internacional, Viviane Gonçalves, apresentou os resultados do mapeamento de boas práticas de manejo e alternativas ao uso do fogo no Cerrado. Por fim, a também representante da GIZ, Marília Carnhelutti, explanou sobre a avaliação dos Protocolos Municipais de Prevenção e Controle do Uso do Fogo em cidades da área de abrangência do Projeto.
Marília Carnhelutti destacou a importância desse projeto e sua contribuição para a preservação do Cerrado, apontado um dos principais desafios, "trabalhar com alternativas de fogo em consonância com a preservação dos recursos naturais", frisou.
A consultora também visitou a sede do Naturatins, na última terça-feira, 29, onde reuniu com as técnicas da diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas e o vice-presidente, Rômulo Mascarenhas. Na oportunidade ela apresentou o detalhamento de sua avaliação relativa aos Protocolos Municipais de Prevenção e Controle do Uso do Fogo e frisou o empenho do órgão ambiental e sua importante contribuição para o desenvolvimento do seu trabalho.
Rômulo Mascarenhas avaliou positivamente esta etapa do projeto, ressaltando suas expectativas em relação ao Protocolo do Fogo. "Nossa intenção é criar os Protocolos com foco em resultados, queremos que, efetivamente ele seja um instrumento que venha contribuir para a preservação da nossa biodiversidade", informou.
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