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Autor: Andre Farinha
12 de Nov de 2013
Enquanto o Governo Federal não apresenta a tão aguardada solução que colocará um fim aos conflitos em Mato Grosso do Sul, índios e fazendeiros seguem disputando o espaço no braço. E se já não bastassem às inúmeras invasões em propriedades rurais, principalmente nos municípios de Miranda e Iguatemi, a população inocente destas cidades vivem sob constantes ameaças de que aconteça um conflito por terras, tal situação é como uma guerra fria que assombra a todos, menos o poder público e as entidades responsáveis.
Recentemente, o Ministério da Justiça prometeu que colocaria em prática um plano para por fim aos conflitos, no entanto, o tempo foi passando e nada de concreto foi realizado. Revoltados com a demora no processo de demarcação de terras, indígenas de diferentes localidades do estado começaram a invadir novamente as fazendas que, segundo eles, pertence aos indígenas desde os tempos da colonização.
Por outro lado, também aguardando a prometida solução do governo, fazendeiros permaneceram em silêncio e apenas assistindo a movimentação dos indígenas, mas com o crescimento no número de invasões, a situação tornou-se crítica, alguns produtores contrataram seguranças particulares para impedir possíveis invasões, aumentando o risco para que se ocorra um massacre em terras sul-mato-grossenses.
O prazo dado pelos produtores ao Governo Federal termina no dia 30 deste mês, ao término deste período, se nada for apresentado ou posto em prática, os fazendeiros irão agir por conta própria para proteger suas terras das invasões. Quanto a isso, os indígenas também garantem que não temem a presença de seguranças, mesmo que estes estejam armados, e que irão tomar as terras que lhes pertence de direito, inclusive se for necessário lutar por elas.
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