Amazônia.org.br
27 de Set de 2007
Entidades negam atraso no Pacto Desmatamento Zero
Charles Nisz
As principais entidades envolvidas na elaboração do Pacto Desmatamento Zero na Amazônia negam atraso ou pouca adesão de atores da sociedade civil à iniciativa. O Pacto será lançado no dia 3 de outubro, em evento no Congresso Nacional com a participação da Frente Parlamentar Ambientalista. A idéia a nortear o Pacto é a diminuição gradual do desmatamento, culminando com desmatamento zero naquela região em 2015.
Nota divulgada no site O Eco questionava se o Pacto estaria realmente pronto até a data de lançamento. Também punha em xeque o peso de cada estado nas metas a serem estabelecidas.
Mário Menezes, diretor-adjunto da ONG Amigos da Terra explica o foco do Pacto e nega um esvaziamento da iniciativa por conta da pouca adesão de instâncias governamentais: "A intenção é criar um pacto de toda a sociedade civil sobre o tema. ONGs e outras entidades querem mostrar a viabilidade do projeto. Claro que a adesão de todos os segmentos sociais é bem vinda, mas o apoio do governo não é crucial."
O pensamento de Adriana Ramos, do Instituto Sócio Ambiental (ISA), segue a mesma linha da fala de Menezes: "O Pacto está pronto e o evento contará com as presenças dos governadores Blairo Maggi (MT), Eduardo Braga (AM) e Waldez Góes (AP) e terá apoio do instituto Ethos. Representantes do setor agropecuário e do Grupo de Trabalho Amazônia do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) também apoiam a iniciativa", explica.
Para Adriana, o Pacto representa um passo enorme na luta contra o desmatamento. Ela também discorda da necessidade de apoio governamental para alavancar a iniciativa. "O governo é parte integrante da sociedade, mas nem sempre é preponderante. " afirma ela.
De acordo com Adriana, "o Ministério do Meio Ambiente já tem algumas iniciativas próximas ao que deseja o Pacto Desmatamento Zero, mas ele não pode representar a política do Governo federal como um todo". Ela destaca ainda a presença dos três governadores, ONGs e outros movimentos sociais, além de alguns empresários.
"A presença dos governos estaduais é significativa. Muitas políticas são descentralizadas e não estão mais em poder do Governo Federal. O objetivo está sendo atingido - mostrar que é possível manter a floresta e envolver toda a sociedade na busca de soluções", finaliza.
Mário Menezes concorda: "Não buscamos o consenso. Queremos mostrar que o objetivo é alcançável no prazo estipulado para eliminar o desmatamento".
Amazôonia.org.br, 27/09/2007
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