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Engenheiro criticou decisão de Alckmin

OESP, Metrópole, p. A9
Autor: KELMAN, Jerson
02 de Jan de 2015

Engenheiro criticou decisão de Alckmin

Jerson Kelman, novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)

Anunciado novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o engenheiro carioca Jerson Kelman, de 66 anos, foi um dos críticos da polêmica decisão do governo Geraldo Alckmin (PSDB), em agosto, de não aumentar a vazão de água da Represa Jaguari para o Rio Paraíba do Sul.
À época, Kelman disse que o tucano estava "absolutamente equivocado" e que a medida "colocava em risco o abastecimento de água" do Rio de Janeiro, que depende exclusivamente do Rio Paraíba. O aumento da vazão fora determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e seu descumprimento resultou em multa à Companhia Energética de São Paulo (Cesp).
Considerado um dos maiores especialistas em água e energia elétrica do Brasil, Kelman é professor de recursos hídricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi o primeiro presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), entre 2001 e 2004, quando negociou a outorga do Sistema Cantareira dada à Sabesp. Depois, presidiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Light, do Rio.
Em entrevista ao Estado, em novembro, ele disse que a atual crise de estiagem era imprevisível e que mesmo se São Paulo tivesse investido mais em recursos hídricos não a teria evitado. Kelman, contudo, criticou a falta de plano de contingência para momentos como esse. "Não se pode improvisar em uma emergência." E citou como exemplo o polêmico projeto de transposição de água do Paraíba do Sul para o Cantareira, que agora deverá tocar à frente da Sabesp. "O Paraíba do Sul não é a melhor escolha. Também está em severa seca. É como um cara ferrado buscar ajuda com outro cara ferrado." / F.L.

OESP, 02/01/2015, Metrópole, p. A9

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