GM, Saneamento e Meio Ambiente, p.A11
23 de Mar de 2004
Engenheiro condena má administração de recursos
São Paulo, 23 de Março de 2004 - O engenheiro Julio Tadeu Kettelhut, representante do Ministério do Meio Ambiente, disse ontem, no lançamento da Frente Parlamentar pela Defesa da Água, que a sociedade paga de forma indireta pelo mau uso da água e pela má administração dos recursos hídricos. Segundo ele, isso pode ser constatado pelo custo de tratamento de doenças causadas pela ingestão de água imprópria e na distribuição mal feita para a irrigação, que pode diminuir a produção agrícola e aumentar os preços finais dos alimentos, prejudicando a população de baixa renda. Para Kettelhut, o projeto do deputado estadual Sebastião Almeida, que propõe a discussão do mau uso da água e pretende despertar a consciência da sociedade para a necessidade da preservação, preenche uma lacuna na Lei das Águas. O secretário de Energia e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, destacou que toda iniciativa que pretenda conscientizar a população é importante, principalmente em um estado que enfrenta a possibilidade de racionamento. "A região metropolitana de São Paulo, Campinas e a Baixada Santista são os três pontos críticos expostos à carência de água, que não é suficiente para abastecer as necessidades mínimas da população", disse. Ele defendeu a redução do consumo para evitar o racionamento. Segundo Arce, o grau de poluição das águas em São Paulo é alto, mas a situação no estado ainda é melhor do que em outras regiões do país. "Nós temos evoluído, mas ainda há um caminho muito longo a percorrer", afirmou. Nos 368 municípios paulistas atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mais de 80% têm coleta de esgoto e em 62% ele é tratado. GM, 23/03/2004, p. A11
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