Amazonia.org.br
25 de Jul de 2002
Anos de polêmicas ainda sem fim, pelo que se pode julgar pelas recentes denúncias recicladas pela imprensa. A gestação do SIVAM foi caracterizada por inúmeros problemas, mas enfim chegou a hora do parto. Um parto ainda incompleto, que chega a pôr em marcha menos da metade do sistema. Mas pelo menos um início de atividade que poderá tornar mais clara e objetiva a discussão sobre a verdadeira questão que interessa ao amazônida e ao brasileiro: o que fazer com a informação do SIVAM?
Para responder a essa pergunta, é preciso primeiro definir regras claras e transparentes para o acesso à enorme base de informação potencial do sistema. E sobre isso ainda nada ou pouco foi feito. Depois, é necessário partilhar o conhecimento sobre o potencial do sistema, tanto dentro das instituições de governo como na sociedade em geral. E aí vem o mais difícil: capacitar os usuários potenciaIs (que são inúmeros) para o uso da informação, que virá em fluxos contínuos. E depois disso tudo, finalmente, colocar a informação ao serviço do desenvolvimento, da saúde, da educação, do meio ambiente, do transporte, em suma, da vida do cidadão.
A tecnologia é coisa bonita e encanta. Mas sem a sabedoria do homem, de pouco adianta a tecnologia. Chegar ao aproveitamento do SIVAM é uma longa jornada, e o fato de se começar agora, após gastar anos em polêmicas, é um agravante. Precisamos dos esforços de todos. Os que controlam o sistema têm de entender que sua credibilidade está intimamente ligada ao grau de aproveitamento que a sociedade vai alcançar. E os usuários potenciais têm de correr para aprender, começando pelos órgãos de governo. O mais difícil está ainda por vir.
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