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22 de Out de 2013
Eventos vão reunir 200 professores que atuam nas 21 escolas quilombolas de Macapá e Santana
MACAPÁ - Preservar os costumes culturais, históricos e discutir a educação nas áreas quilombolas do Amapá. Esses são os desafios propostos no II Encontro Estadual de Educação Quilombola e do I Encontro de estudos Afroamapaenses: "Direito a memória, por uma reparação histórica". Os dois eventos acontecerão simultaneamente com a participação de 200 professores que atuam nas 21 escolas quilombolas que abrangem Macapá e Santana (distante 8 quilômetros da capital).
O encontro vai discutir as práticas pedagógicas inseridas no contexto sociocultural dos grupos étnico-raciais, dotados de relações territoriais específicas e com ancestralidade negra relacionada à resistência à opressão histórica sofrida na época da escravidão. "A educação nessas comunidades é diferente porque as pessoas de lá tem suas peculiaridades ligadas a história e cultura e devemos respeitar essas características", afirmou o gerente do Núcleo de Educação Étnico-racial da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Silvaney Rubens.
As discussões serão direcionadas para as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Quilombola, de acordo com a Lei 10.639/03 que tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino. As inscrições para a comunidade acadêmica seguem até o dia 30 de outubro no site da Seed. A taxa de inscrição é de R$ 10.
"É muito importante que todos participem, pois temos o dever de reparar o danos causados à essas comunidades que já foram tratadas injustamente ao longo de nossa história", finalizou Rubens. O evento acontece de 6 a 8 de outubro no Museu Sacaca e na Universidade Federal do Amapá (Unifap).
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