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Encontro celebra união entre os povos indígenas

Agência de Notícias do Acre - www.agencia.ac.gov.br
Autor: Viviane Teixeira
13 de out de 2008

A diversidade da Amazônia traduzida pela singularidade de cada uma das quinze etnias indígenas do Acre e do sul do Amazonas. São mais de quatrocentos índios reunidos durante cinco dias para celebrar a união entre os povos e a busca pela permanência das tradições e dos costumes. Este ano, pela primeira vez, o Encontro das Culturas Indígenas está sendo realizado em uma terra indígena.

A reunião acontece desde 2000 e já havia sido realizada em Rio Branco e em Cruzeiro do Sul. "Nós nos sentimos mais à vontade. É como se estivéssemos em nossa casa. Tudo que é discutido aqui é de extremo interesse do nosso povo", destacou o assessor para Assuntos Indígenas do Governo do Estado, Francisco Pianko. A definição de Pianko traduz o lema do encontro: Floresta, Casa de Todos Nós (Dimaña Êwê Yubabu).

"Aceitamos o desafio de realizar o encontro em nossa aldeia. A integração entre os povos que está acontecendo aqui é a resposta positiva de nossa coragem", relatou um dos representantes do povo Puyanawa, Joel. Ele completa dizendo que a exposição das culturas fortalece a tradição. "É um aprendizado. Precisamos disso para ser mais fortes."

A terra indígena Puyanawa foi o local escolhido para receber os povos indígenas. Distante 18 quilômetros de Mâncio Lima, a aldeia reúne mais de 560 índios. As principais formas de subsistência são a agricultura familiar, criação de pequenos animais e a comercialização de farinha de mandioca. Para o cacique José Luiz, o povo Puyanawa vive um momento de resgate das culturas tradicionais que foi iniciado a partir da troca de experiência com outros povos.

A solenidade de abertura do evento foi marcada pela emoção e pelas manifestações culturais das quinze etnias. Aos poucos, as delegações foram recebidas pelo povo Puyanawa, anfitriões da festa de celebração. A arena foi preparada para receber os representantes da diversidade acreana. No centro, a fogueira indicava o fogo olímpico aceso em razão dos primeiros Jogos da Celebração, que também estão sendo realizados no período de 10 a 14 de outubro na terra indígena Puyanawa.

"O encontro faz parte do processo de fortalecimento, revitalização e resgate das práticas culturais, além de constituir um momento de valorização dos povos indígenas", enfatizou o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Daniel Zen.

Para o assessor Indígena Francisco Pianko, o encontro é um momento de celebração em busca do fortalecimento da identidade dos povos indígenas. "A comunidade indígena está viva e ciente do que quer. O fato de estarmos juntos revela a superação da vontade de alimentar nossa identidade."

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