O Globo, Economia, Eco Verde, p. 42
Autor: VIEIRA, Agostinho
02 de Dez de 2010
Empresas do Rio terão metas de redução de CO2
Agostinho Vieira
oglobo.com.br/blogs/ecoverde
Os números já foram colocados na mesa e a primeira reação dos empresários não foi boa. Mas o trabalho está só começando, foram feitas apenas duas reuniões entre técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e os responsáveis pelos setores que mais emitem gases de efeito estufa no Rio: siderurgia, transportes, energia, cimento e petróleo. De concreto, um único acordo: até abril de 2011, todas essas atividades passarão a ter metas de redução de CO2.
No Brasil, mais da metade das emissões vêm do desmatamento da Amazônia. No Rio, cerca de 90% dos gases de efeito estufa saem das chaminés e dos canos de descarga desses setores. A ideia é criar indicadores de eficiência (emissão por tonelada de produção) que deverão ser alcançados até 2020. Para a siderurgia, por exemplo, a proposta inicial prevê entre 1,3 e 1,6 toneladas de CO2 para cada tonelada de aço produzida. Hoje, a CSN emite 2,29 t/CO2 por tonelada de aço. Enquanto a CSA emite 1,7 t/CO2 por tonelada de aço.
A CSN, uma das maiores poluidoras do estado, reclama dos critérios que estão sendo usados mas promete uma contraproposta até o fim do ano.
No setor de cimento, a meta inicial prevê uma redução de 10% a 15% no volume de emissões. Índice parecido com o que está sendo proposto para as termelétricas. O maior problema até agora tem sido o setor de petróleo, que sequer apresentou os volumes de emissões atuais.
Mas não dá para esperar que o ar do Rio fique menos poluído até 2020. As emissões totais do estado giram em torno de 70 gigatoneladas de CO2 equivalente. Com a CSA em plena carga, vamos para 81 gigatoneladas.
Ninguém aposta em redução neste número, que não inclui as futuras emissões do Comperj. Na melhor das hipóteses, seremos mais eficientes, não ficaremos mais limpos.
O Globo, 02/12/2010, Economia, Eco Verde, p. 42
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.