OESP, Panorâmica/Economia, p. B2
Autor: CONSIGLIO, João
29 de Ago de 2016
Empresas com boas práticas ambientais têm riscos menores
João Consiglio, vice-presidente Corporate Banking do Santander
Pioneiro na aplicação de um questionário socioambiental na hora de conceder crédito a empresas, o Santander acaba de se tornar o primeiro banco do País a usar a avaliação de risco ambiental para compor a nota de risco de grandes companhias. Agora, segundo o vice-presidente de Corporate Banking do banco, João Consiglio, empresas que busquem financiamento no Santander poderão ter as condições como taxa, prazo ou limite do empréstimo alteradas em função do seu desempenho social.
O que motivou o Santander a criar um rating que incorpora a avaliação do risco ambiental?
Testamos o modelo com mais de 10 mil empresas ao longo de cinco anos. E, nesse processo, tornou-se evidente que companhias com boas práticas socioambientais tendem a ter mais sustentabilidade ao longo do tempo. Não se trata de financiamento a projetos verdes, mas da nossa alocação de carteira de crédito. Não estamos fazendo diletantismo. Além de ter propósito, essas companhias têm melhor desempenho.
A que se deve esse melhor desempenho?
Quem tem boas práticas ambientais, em geral, tem melhor governança, gera menos resíduos, ou seja, é mais eficiente. Se uma fábrica se antecipa à legislação e recupera um terreno, por exemplo, tende a ter menos problemas futuros. Companhias com postura correta em termos ambientais oferecem riscos menores. A avaliação de risco ambiental é relevante para antecipação do desempenho futuro de uma companhia.
Qual o universo de empresas que deve ser avaliado por esse modelo?
Grupos com faturamento superior a R$ 200 milhões, o que significa algo entre 4 mil e 6 mil empresas da carteira.
OESP, 29/08/2016, Panorâmica/Economia, p. B2
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