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Empresário diz que errou ao bater em jornalista

O Globo, O País, p. 8
26 de Jan de 2005

Empresário diz que errou ao bater em jornalista

O empresário Ronaldo Maiorana, presidente do Partido Liberal no Pará e diretor-editor corporativo das Organizações Rômulo Maiorana, maior grupo de comunicação da Região Norte, disse que errou ao agredir o jornalista Lúcio Flávio Pinto. A agressão ocorreu na última na sexta-feira no restaurante Restô do Parque, um dos mais caros de Belém.
O motivo foi um artigo publicado por Lúcio Flávio no 'Jornal Pessoal'. No texto, intitulado 'O rei da quitanda', o jornalista afirma que o poder dos Maiorana é hoje maior do que o do governo do estado e que os principais veículos de comunicação das organizações funcionam apenas como um balcão de negócios.

Eu o agredi, sim, mas num ato impensado. Ele persegue a minha família há 17 anos. Estávamos num restaurante e, quando o vi, o cutuquei e perguntei se ele queria brigar em pé ou sentado. Dei um tapa no pescoço dele e ele caiu. Eu estava muito indignado e disse que ele deveria morrer, que era cara-de-pau. Foi xingamento em cima de xingamento disse Ronaldo, que é um dos acionistas do jornal O Liberal.
O empresário afirmou que vai entrar com ação por danos morais contra Lúcio Flávio.

Eu me arrependo, sim, porque sou contra qualquer tipo de agressão. O caminho correto é o da Justiça. Mas venho apanhando calado há anos pela campanha sistemática dele contra minha família.
Empresário diz que seguranças apartaram briga
No artigo, Lúcio Flávio afirmou que cerca de 500 policiais militares prestam serviço de segurança privada a empresários, entre eles diretores das Organizações Rômulo Maiorana. O jornalista estava reunido com amigos quando Ronaldo chegou acompanhado de dois policiais militares, que estavam como seguranças particulares do empresário. Os socos e pontapés desferidos por Maiorana provocaram escoriações, edemas e hematomas.
O empresário disse que seus seguranças ficaram do lado de fora do restaurante e só entraram para apartar a briga.

O Globo, 26/01/2005, O País, p. 8

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