Valor Econômico, Especial, p. A13
Autor: CHIARETTI, Daniela
22 de Out de 2015
Emissões podem se estabilizar em 2030, prevê a AIE
Por Daniela Chiaretti
Se cumpridas, as metas de corte de emissões de gases-estufa que mais de 150 países apresentaram à convenção do clima das Nações Unidas significarão que as emissões globais relacionadas à energia irão se estabilizar ou até reduzir por volta de 2030. A estimativa é da Agência Internacional de Energia (AIE), que divulgou ontem um diagnóstico especial analisando o impacto dos compromissos assumidos pelos países (as chamadas INDC) sobre as emissões globais do setor energético.
As emissões do setor energia respondem por 2/3 das emissões totais globais. Segundo o relatório da AIE, o World Energy Outlook, serão necessários investimentos próximos a US$ 13,5 trilhões em eficiência energética e tecnologias de baixa emissão de carbono entre 2015 e 2030, para que os planos dos países saiam do papel. Isso significaria uma média anual de US$ 840 bilhões.
"O fato de mais de 150 países, que representam 90% da atividade econômica mundial e quase 90% das emissões relacionadas a energia terem apresentado seus compromissos já é notável", disse Fatih Birol, diretor-executivo da AIE. "A indústria da energia necessita de um sinal forte da cúpula de Paris", continuou Birol, em nota à imprensa. "Deixar de enviar este sinal pode levar os investimentos em
energia na direção errada, o que nos ataria a uma infraestrutura energética insustentável por décadas."
Segundo o informe da AIE, 70% do incremento na geração de energia elétrica até 2030 seria de baixo carbono, de acordo com as metas apresentadas pelos países.
Apesar dos esforços, as promessas de redução de gases-estufa dos países ainda não são suficientes para que o aquecimento global fique limitado a 2oC em relação aos níveis pré-industriais.
Setembro foi o mês mais quente em 136 anos de registros, segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos EUA. Não foi só isso: este foi o verão mais quente do hemisfério Norte, o começo de ano mais quente, os 12 meses mais quentes, o ano mais quente (2014) e a década mais quente de todos os registros. O cenário para este ano é pouco animador. Os cientistas citam um "Super El Niño" no Oceano Pacífico, com efeitos que significam mais calor na atmosfera.
Valor Econômico, 22/10/2015, Especial, p. A13
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