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Emissões de metano crescem 30% no Ártico

OESP, Vida, p. A22
16 de Jan de 2010

Emissões de metano crescem 30% no Ártico

Reuters

As emissões de metano - um gás causador do efeito estufa mais potente do que o dióxido de carbono (CO2) - no Ártico cresceram 30% nos últimos quatro anos. Os cientistas entendem o fato como mais um sinal preocupante de que o aquecimento global poderá liberar grande quantidade de metano que hoje está aprisionado no solo congelado.

"Ainda é cedo para dizer que se trata de uma tendência, mas, se continuar desse jeito, haverá sérias implicações", afirmou o pesquisador da Universidade de Edimburgo Paul Palmer, um dos autores do estudo sobre emissões de metano por áreas alagáveis, publicado na revista científica Science.

A elevação de 30,6% das emissões do Ártico entre 2003 e 2007 foi o maior aumento porcentual de todas as áreas alagáveis, diz o estudo, desenvolvido por pesquisadores da Escócia e da Holanda. No Ártico, as emissões atingiram 4,2 milhões de toneladas. As áreas alagáveis do Ártico respondem por 2% das emissões globais de metano nesse tipo de local, que é mais comum nos trópicos. Porém, como o solo congelado poderá derreter com o aquecimento global, bilhões de toneladas de metano poderão ser liberadas. A maior parte das áreas alagáveis do Ártico está na Sibéria e no Canadá.

As emissões de áreas alagáveis de todo o planeta representam um terço das liberações de metano, de 540 milhões de toneladas. Outras fontes significativas são combustíveis fósseis, gado e plantações de arroz.

OESP, 16/01/2010, Vida, p. A22

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