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Emissões de CO2 pararam de crescer em 2014

O Globo, Sociedade, p. 30
14 de Mar de 2015

Emissões de CO2 pararam de crescer em 2014

O crescimento das emissões de CO2 ficou estagnado ano passado, segundo informações da Agência de Energia Internacional (IEA, na sigla em inglês). Esta é a primeira vez em 40 anos em que houve uma redução ou desaceleração das emissões de gases do efeito estufa sem que este fator não tivesse relacionado a uma recessão econômica.
As emissões globais se mantiveram em 32 gigatoneladas em 2014, mesma quantidade registrada no ano anterior. Dados da IEA sugere que os esforços para mitigar as mudanças climáticas podem ter representado um efeito mais forte do que se pensava sobre as emissões.
Entre as medidas que podem ter contribuído para o quadro, a agência cita a mudança de padrão de consumo de energia na China em 2014. Embora sua matriz energética seja uma das mais poluidoras do mundo, ano passado o país investiu na geração de eletricidade através de fontes renováveis, tais como hídrica, solar e eólica, ao mesmo tempo que reduziu o consumo de carvão.
Nos países que integram a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), em sua maioria europeus, a agência citou os esforços recentes para promover o crescimento sustentável, o que também incluiu o investimento em eficiência energética e energia renovável.
Os resultados foram considerados "encorajadores" pela agência, mas isto não representa, segundo ela, um motivo para "complacência". E, no comunicado do órgão, o diretor Fatih Birol acrescentou:
"Isto me dá mais esperança de que a Humanidade será capaz de trabalhar em conjunto para combater as mudanças climáticas, a ameaça mais importante que enfrentamos hoje".
COM OLHOS NA CONFERÊNCIA DA ONU EM PARIS
Detalhes do relatório da IEA serão divulgados em junho, antes da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro, em Paris. Birol acredita que ele poderá dar mais ferramentas aos negociadores da conferência para que firmem um acordo visando à redução das emissões nos anos seguintes. A expectativa é negociar um documento com medidas que entrem em vigor até 2020.

O objetivo é limitar o crescimento da temperatura média global da superfície em menos de 2 graus Celsius, se comparado aos níveis pré- industriais. Segundo cientistas de todo o mundo, ultrapassar este limite seria necessário para evitar consequências catastróficas no clima.

O Globo, 14/03/2015, Sociedade, p. 30

http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/emissoes-de-co2-para…

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