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Embrapa e indígenas se unem para conter praga que ameaça mandioca no Amapá

g1 - g1.globo.com
Autor: Thiago Nunes, g1 AP e Rede Amazônica — Macapá
27 de Abr de 2026

Pesquisa científica e conhecimento tradicional trabalham em combate a praga da mandioca

Uma cooperação entre pesquisadores da Embrapa e comunidades indígenas busca conter o avanço da vassoura-de-bruxa da mandioca nas terras indígenas de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A estratégia une a análise laboratorial ao conhecimento tradicional dos agricultores locais, que foram os primeiros a identificar os sintomas da doença em território brasileiro.

Causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, a praga foi registrada originalmente em roças próximas à fronteira com a Guiana Francesa e está presente atualmente em 12 dos 16 municípios do estado.

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A ocorrência está restrita aos estados do Amapá e do Pará, o que levou o Ministério da Agricultura e Pecuária a classificá-la como "praga quarentenária presente", já que possui importância econômica, mas ainda não está disseminada por todo o país.

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Monitoramento e Genética

Equipes da Embrapa realizam visitas periódicas a aldeias, onde estão instalados experimentos em roças de mandioca. Nesses locais, foram instalados campos experimentais para testar a resistência de diferentes tipos de mandioca ao fungo.

Ao todo, são avaliados 210 genótipos, incluindo variedades coletadas em diversas regiões do Brasil e cultivos locais. A análise foca em três pilares: incidência, ocorrência e severidade do fungo

"A intenção é verificar o comportamento frente à doença. Procuramos sintomas associados, como o chamado 'roseta', visando selecionar plantas resistentes para o melhoramento genético", explica o pesquisador Saulo Oliveira.

Pesquisador da Embrapa Saulo Oliveira. - Foto: Divulgação/Embrapa

Praga da mandioca atinge plantações no Amapá. - Foto: Divulgação/Embrapa

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https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/04/27/embrapa-e-indigenas-se…

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