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Em Urucu, Lula defende o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Reuters-São Paulo-SP
22 de Abr de 2004

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com um programa de ações que não afete o meio ambiente.

"Nós, que somos do Sul do país, temos que aprender que não dá para a gente ficar apenas dizendo que a Amazônia tem que ser o santuário da humanidade e não lembrar que aqui moram quase 20 milhões de seres humanos, que têm mulheres e filhos e, portanto, têm o direito de viver condignamente como qualquer outro ser humano neste planeta", disse o presidente durante a inauguração da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) em Urucu, no Amazonas.

"Ao mesmo tempo, nós temos que ter clareza de que se a gente quiser ter um tipo de desenvolvimento sustentável que preserve o meio ambiente, nós temos que ter energia. Sem ela, nós não conseguiremos fazer nada", acrescentou.

Lula disse ainda que, quando o novo gasoduto da região estiver em pleno funcionamento, o que deve acontecer apenas em 2006, serão economizados 7,5 bilhões de reais em dez anos. Segundo Lula, essa economia é uma "demonstração de que a gente não tem apenas que perguntar quanto custa uma obra, mas quanto custa não fazer esta obra no tempo certo".

Ao elogiar o trababalho da Petrobras e de seus profissionais, Lula usou o exemplo de Urucu para ressaltar que às vezes é preciso "botar a cara para apanhar" para garantir a execução de projetos.

"Há quantos e quantos anos esse povo sonha com esse gasoduto? Há quantos anos? Aqui tem empresários com quem nós conversamos isso há muitos anos atrás. Ou seja, se você ficar sempre dizendo que tem ou não tem dinheiro, você nunca vai conseguir fazer. De vez em quando você tem que botar a cara para apanhar e dizer: 'eu vou fazer, independentemente de qualquer coisa.'"

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