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'Em situação de penúria'

A Crítica-Manaus-AM
08 de Set de 2002

Está na hora de o Congresso pressionar o Governo Federal pela liberação de verbas suplementares para socorrer as Forças Armadas, que vivem uma situação de penúria e de verdadeira humilhação dos militares. O ponto de vista foi defendido pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Jefferson Péres (PDT), durante a sessão de reabertura dos trabalhos do Senado, após o recesso parlamentar.

O pronunciamento de Péres acabou ganhando a adesão de vários outros senadores, tanto da base governista quanto da oposição. Para criticar o Governo federal pela atual situação nos quadro das Forças Armadas e pedir providências, falaram os também os senadores Heloísa Helena (PT/AL), Moreira Mendes (PFL/RO), Roberto Saturnino (PT/RJ), Pedro Simon (PMDB/RS) e Emília Fernandes (PT/RS).

Péres afirmou que as Forças Armadas vivem uma situação preocupante à qual o Congresso Nacional não pode ficar alheio. Uma das consequências do problema, salientou Péres, é que a Amazônia permanece exposta às ameaças que vêm de fora, principalmente no arco da fronteira com a Colômbia.

"Não é o caso, portanto, deste Congresso reagir ao que está acontecendo às nossas Forças Armadas, que é uma instituição fundamental para o País", indagou Péres.

O senador observou que as Forças Armadas tiveram o seu orçamento drasticamente reduzido, tendo que recorrer a medidas como a de abreviar o tempo de permanência dos recrutas no quartel por falta de recursos para mantê-los. "Esses recrutas, que são cerca de 14 mil, ainda não tiveram tempo de se formar na caserna como cidadãos. Depois de se adestrarem ao uso de arma, não passarão, muitos deles, a ser presas fáceis do narcotráfico?", acrescentou.

O senador Ney Suassuna também defendeu a adoção de providências quanto ao orçamento das Forças Armadas.

"Podemos até pensar em tornar menor as Forças Armadas, mas que tenham condições de prestar o serviço que a Nação espera e que a Constituição preconiza", acrescentou Suassuna.

Péres destacou que as Forças Armadas prestam inestimáveis serviços à população civil, principalmente na Região Amazônica. "É a Marinha levando serviço médico-odontológico às populações ribeirinhas, é a Força Aérea Brasileira (FAB) transportando doentes em distâncias que vão a mais de mil quilômetros para tratamento em Manaus, é o Exército, por meio do projeto Calha Norte, prestando assistência médica e educacional às populações indígenas da fronteira.

As Forças Armadas são absolutamente imprescindíveis numa hora como esta, sobretudo na Região Amazônica", salientou Jefferson Péres.

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