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Em novo vídeo, ruralista volta a desqualificar índios e gays e ofende também negros e sem terra

ISA - http://www.socioambiental.org
28 de Fev de 2014

Flagrante mostra que discurso de ódio do líder da bancada ruralista na Câmara, Luís Carlos Heinze, não foi um ato isolado

Em um novo vídeo que circulou nesta semana na internet, o líder da bancada ruralista na Câmara, deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), volta a desqualificar índios e gays e ofende também negros e trabalhadores rurais sem terra. A gravação foi feita no dia 7 de dezembro, em um leilão realizado em Campo Grande (MS) para arrecadar recursos para contratação de seguranças nas fazendas do estado.

O novo flagrante revela que o discurso de ódio de Heinze contra minorias não foi um "deslize" e pode ser considerado recorrente. No vídeo, ele diz que no gabinete do secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, estão abrigados "índios, negros, sem terra, gays, lésbicas; a família não existe no gabinete deste senhor".

*O vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=gt1pENP8e8k

A bancada ruralista compareceu em peso ao evento, inclusive a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

Em um primeiro filme divulgado nas redes sociais nas últimas semanas, Heinze diz que índios, quilombolas, gays e lésbicas são "tudo o que não presta" e que também estão aninhados no gabinete de Carvalho. O vídeo foi feito em uma audiência pública promovida pelos ruralistas, em Vicente Dutra (RS), em 29 de novembro. Na mesma gravação, Heinze e o também deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) estimulam produtores rurais a contratar segurança privada para proteger suas propriedades e expulsar índios das terras que consideram como suas (saiba mais).

Por causa das duas filmagens, organizações de defesa dos direitos de índios e quilombolas, inclusive o ISA, entregaram, ontem, uma representação à Procuradoria Geral da República pedindo que os dois parlamentares sejam investigados (veja aqui).

A Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara encaminhou, na semana passada, representações à corregedoria da casa e também à PGR contra Heinze e Moreira. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha também apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal contra Heinze.

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