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Em Manicoré, indígenas fazem reféns funcionários da Sesai em protesto contra falta de água e luz

A Crítica (AM) - http://acritica.uol.com.br
Autor: Elaíse Farias
13 de Mai de 2011

Indígenas também exigiram motores para embarcação que haviam sido prometidos a eles na gestão anterior

Revoltados com falta de luz e água na casa onde costumam ficar alojados quando saem de suas aldeias, aproximadamente 40 indígenas mantiveram reféns 13 funcionários da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), no município de Manicoré.

A ação dos indígenas acontece nesta quinta-feira (12) pela manhã.

À noite, contudo, os indígenas já haviam sido convencidos pela coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Manaus), Adarcyline Rodrigues, a libertar os funcionários, após um longo diálogo por telefone com duas lideranças do grupo.

Nesta sexta-feira (13), o grupo retornou para suas aldeias.

Adarcyline admitiu que o prédio estava com pagamento do aluguel da casa de apoio (geralmente destinada a indígenas em tratamento de saúde) atrasado e que, por conta desta situação, a proprietária do imóvel também acabou não pagando a luz e a água.

Conforme a coordenadora do Dsei, que assumiu o cargo há apenas 15 dias, o atraso é mais um problema que precisa ser enfrentado desde que a gestão de saúde indígena foi transferida da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a Sesai.

Ela afirmou que não sabia do atraso no aluguel, mas que está entrando em contato com a proprietária do imóvel para que o fornecimento de água e luz retorne.

"São várias pendências deixadas pelas gestões passadas. Estamos resolvendo os problemas, mas não dá para fazer isso em um toque de mágica. Conversei sobre isto com os indígenas", disse Adarcyline.

A coordenadora criticou a atitude dos indígenas de invadir a sede da administração da casa de apoio e lamentou que eles tenham praticado agressão contra um dos funcionários.

Segundo ela, um dos funcionários chegou a ser agredido psicologicamente e levado para a rua pelos indígenas.

Nesta quinta-feira à noite, após soltarem os reféns, os indígenas foram alojados em um hotel da cidade, receberam quentinhas e nesta sexta-feira retornam às suas aldeias.

A campanha de vacinação que está ocorrendo no município entre os povos indígenas não foi suspensa, nem a Polícia Federal, que chegou a ser acionada, não precisou intervir, segundo Adarcyline.

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