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Em Juína indígenas Enawenê Nawe dizem que sofrem ameaças e estão preparados para guerra

JNMT- http://www.jnmt.com.br
Autor: Cleber Batista
12 de jan de 2016

Indígenas da etnia Enawenê Nawe falaram por telefone com o jornalismo do site JNMT na noite desta terça-feira (12).

Os indígenas disseram que estão acontecendo várias reuniões na comunidade onde vivem, as reuniões envolvendo os Enawenê Nawe e Salomâ acontecem durante o dia e a noite, elas estão programadas até para a próxima quinta-feira (15).

Em um dos grandes encontros eles discutiram a situação que vive atualmente, um indígena afirmou que a comunidade tem recebido inúmeros telefonemas de ameaças inclusive de morte.

Os indígenas disseram que pretendem acionar as autoridades, eles dizem acompanhar toda a realidade da cidade de Juína através dos meios de comunicação e em leituras de matérias jornalísticas no site.

Souberam das mobilizações que ocorreram nos bloqueios das estradas no último fim de semana em Juína e frisaram que estudam a possibilidade de realizarem um bloqueio em uma rodovia federal no município de Comodoro - MT para os próximos dias.

Sobre o pedágio na BR 174, fator que contribuiu para as mortes dos jovens Marciano Cardoso Mendes, 27 anos e Genes Moreira dos Santos, 24 em dezembro do ano passado, um dos indígenas disse que a cobrança vai continuar porque a estrada passa pelas terras de seu povo e por que a cobrança tem legitimidade pelo governo federal.

Questionado sobre onde estaria a caminhonete dos jovens assassinados a informação é de que o veículo foi queimado na própria aldeia.

Sobre as compras das caminhonetes roubadas eles disseram que foram enganados por ladrões de Cuiabá que também teriam vendidos a eles muitas armas, a reportagem insistiu perguntando onde estariam esses veículos e as armas, o indígena afirmou que ambos foram levados para a capital pela Polícia Federal, a reportagem não conseguiu falar com a PF.

Durante a entrevista o indígena disse que a comunidade tem alimentos e muitos remédios naturais, porém um helicóptero do governo federal teria pousado na Aldeia Halataikwa onde vivem os Enawenê Nawe para fazer um levantamento de como estaria as crianças e o abastecimento de medicamentos para a comunidade.

A reportagem ainda indagou um dos indígenas sobre a possibilidade dos acusados das mortes dos dois jovens se entregarem a justiça, ele descartou, relatou que a maioria da comunidade decidiu pelo fim trágico dos jovens, mas que familiares do jovem indígena Daliameali Enawenê baleado no dia 24 de outubro de 2015 em confronto no município de Brasnorte é que teriam participado diretamente nas mortes de Genes e Marciano.

Em certo momento da conversa, um indígena disse que se a comunidade não indígena insistir em fazer ameaças e querer guerra mesmo que morra Enawenê Nawe e Salomâ eles estarão unidos na batalha.

http://www.jnmt.com.br/noticias_ver.php?id=9332

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