O Globo, Economia, p. 24
26 de Abr de 2011
Em Jirau, acordo define como serão demissões
Segundo sindicato, 5 mil operários perderão emprego
Cássia Almeida
A Camargo Corrêa fechou acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, estabelecendo as condições das demissões no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau. O acordo não informa o número total de demitidos. Mas, segundo o vice-presidente do sindicato, Altair Donizete, a diretoria da entidade foi informada ontem pelo presidente do sindicato, Raimundo Soares da Costa, que serão demitidos cinco mil operários:
- Nós fomos informados hoje. Serão 4 mil da Camargo Corrêa e mais mil terceirizadas
A Camargo Corrêa informou que a "discussão sobre o replanejamento da obra" vem ocorrendo "em parceria com sindicato dos trabalhadores, centrais sindicais e autoridades". Pelo acordo, serão montados postos avançados para rescisões em locais próximos à moradia dos trabalhadores. Na ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho, era exigido que as rescisões ocorressem na cidade e que a empresa arcasse com os custos de transporte. Assim, a ação civil pública fica suspensa, enquanto valer o acordo, que vence em julho.
- A empresa se comprometeu a informar o montante das demissões em dez dias - afirmou o procurador-chefe do MPT de Rondônia, Francisco Cruz.
As obras de Jirau abrigavam cerca de 22 mil trabalhadores. Estão em casa, à espera da convocação ou da demissão, 7.229 operários, sendo 5.729 da Camargo Corrêa e 1.500 de uma terceirizada. Eles foram mandados de volta para casa depois das rebeliões que destruíram parte dos alojamentos.
O Globo, 26/04/2011, Economia, p. 24
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