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Eletrobrás e GDF Suez serão parceiras em projetos no exterior

OESP, Economia, p. B4
03 de set de 2010

Eletrobrás e GDF Suez serão parceiras em projetos no exterior
Estatal brasileira avalia que a parceria com francesa é uma chance para uma integração energética da AL

Wellington Bahnemann

Começarão pela América Latina os estudos que a Eletrobrás e a GDF Suez vão desenvolver para detectar oportunidades de investimentos conjuntos, no âmbito do acordo firmado ontem entre as partes. A estatal brasileira avalia que a parceria com a elétrica francesa é uma oportunidade para promover a integração energética da América Latina. "Temos um foco que é a integração da região, principalmente da América do Sul, de modo a aproveitar as sinergias disponíveis", afirmou o diretor de Engenharia da Eletrobras, Valter Cardeal, presente ao encontro.
O interesse da Eletrobrás pelo processo de internacionalização não é novo. A companhia já desenvolve uma série de estudos de projetos de geração e transmissão na América Latina e na África, com destaque para hidrelétricas no Peru e na fronteira com a Argentina. Por sua vez, a GDF Suez tem atuação no México, Argentina, Chile, Panamá e Peru. "Vamos começar a olhar quais países são prioridade e identificar os projetos que fazem sentido estarmos juntos. Ou seja, que projetos a Eletrobrás nos ajuda e quais nós podemos ajudar", explicou o presidente da GDF Suez no Brasil, Maurício Bähr, que também participou do assinatura do acordo.
Um grupo de trabalho será formado pelas duas empresas para avaliar as novas oportunidades de investimentos nas áreas de geração renovável e linhas de transmissão. Além das Américas, as duas empresas prospectarão projetos na África. Para cada oportunidade identificada, a GDF Suez e a Eletrobrás vão constituir uma sociedade de propósito específico (SPE). "A tendência é de montar joint ventures, com cada empresa detendo 50%", explicou Cardeal.
Experiência. Essa não é primeira parceira firmada entre a Eletrobrás e a GDF Suez. Além de serem sócios da Hidrelétrica Jirau, do Rio Madeira (RO), as duas empresas assinaram, no ano passado, um acordo de cooperação técnica na área de energia nuclear, fonte em que a multinacional francesa tem grande experiência. "O Brasil é um dos mercados prioritários da GDF Suez", reforçou o presidente do grupo, Gérard Mestrallet, também presente ao evento. Atualmente, a GDF Suez é a maior geradora privada do Brasil, por meio da controlada Tractebel Energia.
O acordo entre as partes abre espaço para que a cadeia de fornecedores instaladas no Brasil se beneficie da demanda que será gerada pelos empreendimentos na África e na América Latina. Caso as oportunidades se mostrem viáveis, a intenção é de que os financiamentos sejam obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que exige uma fatia de conteúdo nacional nos projetos para conceder os empréstimos. "Isso já está acontecendo, por exemplo, com as hidrelétricas da Eletrobrás no Peru, que terão forte presença dos fornecedores brasileiros", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge.

OESP, 03/09/2010, Economia, p. B4

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100903/not_imp604527,0.php

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