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Eletrobras é contra venda de participação em Furnas

Valor Econômico, Empresas, p. B2
13 de Jul de 2016

Eletrobras é contra venda de participação em Furnas

Rodrigo Polito

A Eletrobras é contra a venda de uma fatia do capital de Furnas, subsidiária integral do grupo, afirmou ontem José da Costa Carvalho Neto, presidente da companhia, que deixará o cargo até o fim do mês para ser substituído por Wilson Ferreira Jr, ex-presidente da CPFL Energia.
Segundo ele, que participou de evento do comitê brasileiro do Conselho Mundial de Energia, a proposta de abertura de capital e a venda de 49% das ações feita por Furnas ao Ministério de Minas e Energia está fora do planejamento da holding. "A Eletrobras é até contra isso. Julgamos que temos é que fortalecer a Eletrobras. Estamos querendo é vender as distribuidoras, poder vender alguns outros ativos não estratégicos que existem e fortalecer [a companhia]", disse ele.
O Valor informou ontem que a proposta apresentada por Furnas ao ministério de abertura de capital indicava a possibilidade de ganho entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. A proposta foi elaborada pela gestora de recursos 3G Radar.
Segundo Carvalho Neto, as investigações internas contratadas pela Eletrobras para apurar indícios de corrupção em contratos estão analisando nove empreendimentos, três da estatal e seis em sociedades.
Ele não citou nome de projetos, mas admitiu que um deles é a usina de Santo Antônio, no rio Madeira (RO). "São os maiores [empreendimentos] nossos de geração. Santo Antônio é um deles".
Em relação à Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina de Belo Monte, os sócios farão nos próximos dias uma nova injeção de capital no empreendimento. "Foi aprovado um novo aporte agora e está sendo feito", afirmou o executivo, sem relevar valores.
Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, a capitalização será de cerca de R$ 300 milhões, a ser rateada pelos acionistas na proporção de suas respectivas participações na Norte Energia. A Eletrobras tem 49,98% de participação na empresa. Os demais sócios são Cemig, Vale, Light, Neoenergia, Petros, Funcef, J. Malucelli Energia e Sinobras.
O dinheiro é necessário para a conclusão das obras da usina, já que os acionistas não conseguem acessar recursos de R$ 2 bilhões de financiamento pré-aprovado pelo BNDES. A questão é que o banco estatal só pode liberar essa quantia caso a Norte Energia apresente um contrato de venda de uma parcela de 20% de sua energia que é destinada ao mercado livre e está descontratada.

Valor Econômico, 13/07/2016, Empresas, p. B2

http://www.valor.com.br/empresas/4632555/eletrobras-e-contra-venda-de-p…

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