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Eletrobrás descarta apagão no país até 2009

OESP, Economia, p. B7
02 de Nov de 2006

Eletrobrás descarta apagão no país até 2009

RIO

O risco de um apagão no Brasil está descartado pelos próximos dois ou três anos, disse ontem o presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, em entrevista ao Estado. 'Quem analisa assim está vendo sob a ótica do pessimismo.' Segundo ele, existe atualmente um excedente de energia elétrica e em 2007 haverá energia disponível, considerando-se já um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% ou 4%.

'Para 2008, o ambiente é extremamente tranqüilo, mesmo que o País cresça os sonhados 5%. A partir de 2009 é que as coisas começam a apertar. Mas tenho energia assegurada e contratada por todo o ano de 2009', informou.

O presidente da Eletrobrás alertou, no entanto, que serão necessários investimentos no setor, com o andamento das obras das usinas do Rio Madeira, Santo Antonio e Jirau, para que o Brasil não volte a correr risco de um novo racionamento a partir de 2010. 'O problema começa em 2011', alertou.

Na mesma entrevista, Vasconcelos disse ainda não saber se continuará no comando da Eletrobrás no segundo mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. 'Sou um homem do mercado. Posso ser útil, espero, ao governo, mas posso ser útil também à iniciativa privada.'

INTERNACIONALIZAÇÃO

A Eletrobrás espera enviar ainda esta semana o pedido para que a Securities and Exchange Commission (SEC) autorize seus ADRs para o nível 2. Segundo o presidente da estatal, a consultoria Price está terminando relatório para permitir a negociação dos ADRs na Bolsa de Nova York. 'Está tudo pronto do lado da empresa e do lado de suas 15 controladas. Entretanto, a Price ficou de entregar em 31 de outubro (anteontem) o relatório que é condição sine qua non para que a Bolsa de Nova York nos habilite no nível 2.' Segundo ele, paralelamente a este movimento, a Eletrobrás está se preparando para atuar em outros países. 'Eu acho fundamental tratar dessa questão sobre a internacionalização da empresa. A Eletrobrás não pode pensar pequeno. Ela tem um mercado no mundo hoje, disponível na África, na Ásia, na América Central, e até no México.

Nós temos 45 anos de expertise. Nós não podemos ter os franceses de um lado, os canadenses de outro, todos navegando em mar tão tranqüilo em mercado internacional, principalmente na construção de hidrelétricas', avaliou, lembrando que a empresa já tem parceria com empresas da Coréia do Sul,e da China, mas uma cláusula na lei que criou a Eletrobrás, 45 anos atrás, impede a estatal de trabalhar em território estrangeiro. 'Já está na Casa Civil, e em breve será levada à votação, a proposta que altera esta cláusula, que trava a atuação internacional da Eletrobrás. Afinal, existem muitos projetos que a gente deixa de entrar, não aceita o convite de parceiros interessantes, por não ter esta permissão de atuação internacional.'

OESP, 02/11/2006, Economia, p. B7

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