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02 de Set de 2008
Para atender a tantas especificidades, o processo educacional nas aldeias, precisa ser, ao mesmo tempo, intercultural, bilíngüe e até multilíngüe. O tempo escolar não é determinado apenas pelo calendário, mas por fatores culturais da população em que a escola está inserida.
O indígena Amadeu Horota Awe, que é o diretor da Escola Indígena Xavante, do município de Campinápolis, conhece bem esta realidade. Sua escola e seus 61 alunos convivem com os problemas estruturais e de falta de algum tipo de material que eventualmente acontecem em qualquer escola, rural ou urbana. Ele administra também a situação em algumas épocas em que é paralisada a atividade escolar, porém, em circunstâncias em que estes fatos não são considerados um problema: são sim momentos de perpetuação daquela cultura.
É o caso, por exemplo, das cerimônias para o amolecimento das orelhas dos jovens, para perfuração e colocação de enfeites. Estes momentos podem durar até um mês. Paralisações como essa ocorrem em outros momentos do ano, a exemplo de uma corrida em que toda tribo é envolvida e solenidades para a caça. De acordo com Amadeu, tem outros momentos em que as aulas são paralisadas pelas queimadas.
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