Correio do Povo-Porto Alegre-RS
19 de Abr de 2006
O Estado possui cerca de 50 escolas indígenas, com 344 professores lecionando para 5.270 alunos. No currículo estão disciplinas como Matemática e Letras, além de conteúdos sobre a cultura dos índios e dos brancos. 'No momento em que se reforça a cultura, não há como fugir do mundo real e isso inclui disciplinas dadas em escolas urbanas, mas em língua indígena', explica a coordenadora do Departamento Pedagógico da Secretaria Estadual da Educação (SEC), Márcia Coiro. Ela ressalta que a língua ainda é uma grande dificuldade, apesar de a SEC ter aberto vagas para professores indígenas nos últimos dois concursos.
O Conselho Estadual Escolar Indígena está discutindo metodologias, currículo, formação de professores e melhoria do trabalho na educação indígena e conta com a participação de representantes da Associação de Professores Bilíngües (caingangue e guarani), conselhos Estadual da Educação e dos Povos Indígenas, Ministério Público e Funai. 'O conselho é um instrumento jurídico e garante que as ações voltadas aos indígenas sejam discutidas com eles', salienta Márcia.
A diretora adjunta do Departamento de Ações de Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Marly Lima de Oliveira, lembra que, em 2004, foi criado o Programa de Inclusão Indígena, para garantir água potável e saneamento e reduzir a mortalidade infantil e a evasão escolar. A secretaria mantém 19 equipes com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes indígenas de saúde e saneamento. Outras 27 equipes são mantidas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). As ações fizeram com que a mortalidade indígena infantil caísse. Um exemplo é o município de Redentora, que em 2003 apresentava índice de 58,8 mortes a cada mil nascimentos. Em 2005, caiu para 14,4.
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