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Educação indígena presente no estande da Seduc

Agência Pará de Notícias - www.agenciapara.com.br
Autor: Julie Rocha
22 de set de 2008

Crianças e adultos que visitaram a XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, durante a manhã de domingo (20), tiveram a oportunidade de saber mais sobre escolas indígenas que aplicam a técnica origami para facilitar o aprendizado na matemática e na biologia. A oficina "Fauna e flora amazônica em origami", ministrada pela coordenadora do Núcleo de Educação Indígena da Secretaria de Educação (Seduc), Patrícia de Campos Correia, mostrou a técnica, que foi repassada nesta segunda-feira 22, a alunos das escolas públicas, no estande da Seduc.

As oficinas tiveram a participação do professor Raimundo Pereira, da etnia Tembé, e da representante do consulado do Japão, Rosa Kamada. A partir do origami, os alunos aprenderam a fazer dobraduras em formato de gafanhoto, catitu, onça, macaco, jacaré, tartaruga, sapo, pirarucu, peixe-boi e outros animais e plantas que representam a fauna e a flora amazônica.

Desde 2005, a Seduc trabalha a releitura de elementos da cultura amazônica na técnica do origami para a formação de professores índios da Escola Itinerante Indígena de ensino Médio. Os professores atuam nas escolas na nação indígena dos Tembé, em capitão Poço; Mãe Maria, dos índios Gavião, no município de Bom Jesus do Tocantins; Sororó, dos Suruí, em São Geraldo do Araguaia; dos Kaiapó, no sul do Pará e Wai Wai, em Oriximiná.

Segundo Patrícia Correia, a fusão das duas culturas milenares - japonesa e indígena - facilita o aprendizado dos alunos na descoberta da geometria e na classificação dos animais. "São culturas muito parecidas, já que tanto o origami como o artesanato e as pinturas indígenas exigem destrezas nas mãos", disse ela.

O professor Raimundo Pereira, da Escola Anexo Tembé, diz que a técnica é ensinada aos alunos de forma a valorizar mais ainda a cultura indígena. "Contribuímos para a preservação da nossa cultura quando, por exemplo, fazemos o retrato do animal no papel, sem ter de levar esse animal para mostrar aos alunos, porque nos preocupamos muito com a nossa geração", disse ele.

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