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Educação indígena cresce 17,5% em dois anos

Funai-Brasília-DF
16 de Mar de 2006

O número de indígenas matriculados em cursos da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio brasileiro cresceu 17,5% nos últimos dois anos. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (15/03), são do Censo Escolar 2005, realizado pelo ministério da Educação.

Segundo o documento, só de 2003 a 2005 foram feitas 24.624 novas matrículas na rede de ensino. O aumento populacional ¾ em torno de 3,6% neste período ¾ é um dos motivos para o crescimento da procura de novas vagas. Outros fatores de relevância são o aumento da formação professores indígenas, cerca de 8.000, e incentivos do governo federal como o Programa da Merenda Escolar, que favorece a permanência dos alunos nas escolas.

Atualmente existem 2.324 escolas indígenas mantidas pelos governos municipais e estaduais com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Cada escola abriga em média 70 alunos, quatro professores e pelo menos um funcionário da comunidade. O aumento no número de escolas significa 43.000 novos alunos, 2.400 novos professores e pelo menos três mil novos assalariados em terras indígenas.

Para 2006, o Fundef tem previsto um orçamento de R$ 149 milhões, podendo ser alterado com a implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). As escolas indígenas também poderão contar com ajuda do Programa Nacional de Alimentação Escolar Indígena, com previsão de investimentos de R$ 12,5 milhões; além da participação do Programa Nacional do Livro Didático, que deve enviar para as escolas indígenas cerca de 600 mil livros esse ano.

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