Gazeta de Cuiabá-MT
12 de Abr de 2002
Mato Grosso tem hoje cerca de seis mil alunos índios estudando no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, distribuídos por 150 escolas nas aldeias. Dessas escolas, 30% são atendidas pelo Estado. Desde ontem, o Conselho de Educação Escolar Indígena (CEI) está reunido com representantes das comunidades indígenas, instituições diversas e organizações não-governamentais (ONGs) para definir como o ensino será ministrado nessas escolas.
Estão sendo discutidos temas importantes da Política Educacional Indígena do Estado para o atendimento das escolas nas aldeias. Os debates continuam hoje com a definição da minuta que regulamentará essas unidades escolares, assim como a viabilização de ações de implementação do Ensino Fundamental e Ensino Médio para as comunidades indígenas.
O Conselho Indígena é um órgão consultivo, deliberativo e de assessoramento, vinculado à Equipe de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O Conselho Indígena está visitando as comunidades para ouvir que tipo de educação os índios querem ter.
"Todas as comunidades serão visitadas. É importante que os povos indígenas se manifestem e elaborem seus processos", alerta a presidente do CEI, Francisca Novantivo.
Segundo a líder de equipe de Educação Escolar Indígena, Maristela Mendes Pedroso, a criação do Conselho foi estabelecida pelo Decreto Governamental n.o 265/95, que determina que as despesas decorrentes da sua implantação e funcionamento são por conta da dotação orçamentária da própria Seduc, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai).
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