Brasil Norte-Boa Vista-RR
01 de Fev de 2004
No princípio o laudo antropológico e a pretensão da Funai limitavam-se a criar a Terra Indígena de Raposa.
A ganância porém saltou aos olhos da Igreja e de organismos radicais e decidiu-se por expandir a área, engolindo a Serra do Sol. Eram áreas separadas.
Com o argumento fajuto da perambulação (isso só ocorre em comunidades silvícolas), agregou-se a outra parte dando origem ao paraíso dos macuxis e wapixanas.
Há controvérsia
A deputada federal Maria Helena (PPS) tem dúvida de que a simples demarcação de suas reservas vá garantir a sobrevivência plena dos povos indígenas.
Segundo ela, a visita do GTI abriu espaço para que os grupos atingidos pela demarcação pudessem expor suas idéias e apresentar soluções para o processo demarcatório.
Ela explica que se as instituições públicas municipais e estaduais saírem da área em que estão as 22 reservas indígenas já existentes, os serviços prestados ficarão a cargo da Funai ou serão delegados a ONGs o que irá contribuir para o aumento do índice de mortalidade infantil entre os índios.
Área produtiva
Na avaliação da deputada, é impossível ignorar as áreas produtivas que estão situadas dentro da área demarcada, pois é a produção obtida ali que sustenta o Estado.
"O que significa a exclusão de uma área produtiva de 15 mil hectares frente ao 1,6 milhão do total dessa reserva?", questiona.
Para Maria Helena, a política fundiária atual, que pretende demarcar uma reserva indígena retirando cidades e a conseqüente expulsão dos não índios da reserva Raposa Serra do Sol, irá tornar a faixa de fronteira brasileiras ainda mais vulnerável do que é hoje.
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