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Dourados recebe instalações de equipamentos para combater Aedes aegypti

Midiamax - midiamax.com.br
Autor: Gustavo Henn
27 de Mar de 2026

A Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde), em parceria com as secretarias de Saúde de Mato Grosso do Sul, iniciou a instalação de 1 mil EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida) em Dourados, nesta sexta-feira (27), para combater o Aedes aegypti.

O objetivo é eliminar focos do mosquito transmissor de doenças como dengue e chikungunya. Em uma Reserva Indígena do município, cinco pessoas morreram por chikungunya em 2026. Além disso, a cidade já registrou 1.168 casos prováveis da doença. Em Bonito, um bebê de um mês também morreu em decorrência da chikungunya.

Cerca de 300 EDLs chegaram a Dourados nesta quinta-feira (26) e serão instaladas ao longo dos próximos dias. As primeiras ações usando as estações se concentram em áreas classificadas como prioritárias, devido às condições que favorecem a proliferação do mosquito e à alta incidência de casos.

Locais como a Escola Clori Benedetti de Freitas, no Jóquei Clube, e bairros adjacentes, como Santa Felicidade e Santa Fé, enquadram-se nesta categoria. Depois desses, bairros da região oeste e norte, como Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga, serão os beneficiados.

O que é EDL?

O Ministério da Saúde explica que as estações são nada mais do que um pote plástico com água, coberto com um tecido preto umedecido, que possui um larvicida em pó.

"Quando o mosquito adulto pousa na superfície da EDL, partículas do larvicida se aderem às pernas e ao corpo do inseto. Como as fêmeas preferem visitar muitos criadouros para colocar poucos ovos em cada um, elas disseminam o larvicida para esses criadouros, que viram armadilhas letais para os mosquitos imaturos", explica a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que desenvolveu o equipamento.

As estações já foram testadas e avaliadas como positivas pela fundação, em cidades como Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Marília (SP), Manaus (AM) e Goiânia (GO).

Os dados mostraram que os equipamentos foram responsáveis por diminuir a dispersão do vetor e a densidade de ovos da maioria das áreas de intervenção.

'População precisa fazer sua parte'

Apesar das instalações das EDLs, o secretário de Saúde de Dourados, Márcio Figueiredo, afirma que apenas os equipamentos não são o suficiente. Segundo ele, a principal causa da alta incidência do Aedes aegypti na região é o acúmulo de lixo.

"A estratégia vai ser muito importante para reduzir a cadeia de transmissão, mas a população precisa fazer sua parte", explicou o secretário, presente da Escola Clori Benetti na manhã desta sexta.

"O Poder Público faz a sua parte, mas é importante que a população nos ajude nesse momento no recolhimento de materiais que se transformam em criadouros do mosquito", completou.

(Revisão: Nichole Munaro)

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