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Autor: Murilo Medeiros
13 de Abr de 2026
Um homem de 63 anos morreu nesta segunda-feira (13) em Dourados, com suspeita de chikungunya. Ele era morador da zona urbana, para onde a epidemia da doença se espalha, após matar seis pessoas na reserva indígena do município. Há outras duas mortes em investigação na cidade.
Conforme boletim epidemiológico municipal, Dourados registra 3.572 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 1.634 foram confirmados e outros 2.652 aguardam resultado de exames. A taxa de positividade segue alta, em 69,6%, o que índica altíssima circulação do vírus.
O gráfico dos casos notificados, que compara os registros da área indígena com o restante da cidade, confirma que a doença se espalha pela zona urbana. Na última semana, foram 704 notificações neste local e 427 entre os indígenas. O cenário se inverteu em comparação ao registrado na última semana de março, quando eram 766 notificações de indígenas e 419 de não indígenas.
Os atendimentos em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) seguem altos. Nos últimos 15 dias, foram 457 atendimentos diários, o que representa uma alta de 52,3% com relação ao período anterior à epidemia. Ao todo, 43 pessoas estão internadas em hospitais da cidade com confirmação ou suspeita de chikungunya.
Cinco mortes suspeitas em MS
Com mais este óbito suspeito, o número total de mortes investigadas no Estado sobe para cinco. É necessário realizar exames laboratoriais para confirmar a causa da morte.
Na primeira sexta-feira de abril (3), morreu um menino indígena de 12 anos. E, na terça-feira (7), houve o registro da primeira suspeita de morte pela doença fora da reserva indígena - uma menina de apenas 10 anos, conforme a prefeitura da cidade.
A SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS) não divulgou informações sobre as outras duas mortes suspeitas. A pasta apenas disponibiliza dados como sexo da vítima, possíveis comorbidades e onde o óbito foi registrado após confirmação laboratorial.
Os exames são coletados no município de residência do paciente e enviados para análise no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande. Não há prazo para divulgação de resultados. Conforme dados da SES-MS, 50,9% dos casos prováveis em MS ainda aguardam a conclusão laboratorial.
Dez mortes confirmadas
No dia 4 de abril, um homem de 94 anos morreu de chikungunya em Jardim. Ele tinha comorbidades, como pressão alta, câncer e diabetes. A morte de uma mulher de 82 anos já havia sido confirmada por chikungunya no mesmo município, no dia 23 de março.
Além disso, um homem de 82 anos morreu em Fátima do Sul na última quarta-feira (8), com chikungunya, diabetes e pressão alta. Outro óbito foi registrado em Bonito: um homem de 72 anos, que morreu em 19 de março.
Em Dourados, foram seis vítimas indígenas - duas mulheres, de 69 anos (25 de fevereiro) e 60 anos (12 de março); dois homens, de 73 anos (4 de fevereiro) e 55 anos (3 de abril); e dois bebês, ambos meninos, de um mês (19 de março) e três meses (6 de março).
O principal grupo de risco para chikungunya são pessoas em extremos de idade (idosos e bebês), principalmente com comorbidades.
A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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(Revisão: Dáfini Lisboa)
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