O Globo, O País, p. 13
20 de Mai de 2010
Dorothy: Justiça concede liberdade a condenado
Último julgado pelo assassinato, fazendeiro vai esperar fora da prisão recurso contra sentença
A desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, do Tribunal de Justiça do Pará, concedeu liberdade provisória ao fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, condenado a 30 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte da missionária americana Dorothy Stang.
Galvão foi o último réu julgado no caso e, segundo a acusação, foi um dos mandantes.
O julgamento ocorreu entre 30 de abril e 1o de maio. A defesa recorreu da decisão de condenação, em 3 de maio.
- A lei garante que ele aguarde o julgamento do recurso em liberdade, desde que não tenha criado nenhum embaraço ao bom andamento do processo e não haja risco de fuga - disse o advogado Jânio Siqueira.
A decisão de liberdade ainda tem caráter liminar. A definitiva deve sair em até 60 dias.
No pedido de liberdade, os advogados alegaram que o fazendeiro é réu primário, possui bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita.
Dorothy Stang foi morta a tiros em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, Pará, porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas que eram reivindicadas por fazendeiros e madeireiros da região.
Outros quatro acusados, Rayfran Sales, Clodoaldo Batista, Amair Feijoli e Vitalmiro Bastos de Moura, foram condenados a penas que variam de 17 a 30 anos de reclusão.
O Globo, 20/05/2010, O País, p. 13
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