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Doadores do Arpa fazem avaliação positiva do projeto

Ascom MMA
Autor: Adriano Ceolin
13 de jul de 2007

O relatório final da Missão de Supervisão dos Doadores do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) concluiu que, nos últimos dez meses, a iniciativa atingiu "resultados significativos", como apoio à criação de mais 9 milhões de hectares em unidades de conservação (UCs). O Arpa é um programa realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com bancos de fomento e organizações não-governamentais (ONGs).

O Banco Mundial, a organização não-governamental WWF, o Banco Alemão de Crédito para Reconstrução (KfW), a Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ) são os principais doadores e parceiros do Arpa. De segunda (9) a sexta-feira (13), representantes de cada uma dessas instituições reuniram-se com membros do MMA para avaliar o andamento do programa no período entre setembro de 2006 e julho de 2007.

Segundo o relatório final do grupo, "a missão pode registrar, com satisfação, que a implementação do projeto alcançou resultados significativos no período, principalmente no aperfeiçoamento dos instrumentos gerenciais do projeto". No relatório, é ressaltada a realização de oficinas de capacitação de gestores. Foram organizados seis cursos, com um total de 131 participantes.

O apoio à criação da Reserva Extrativista do Rio Gregório, nos municípios amazonenses de Eirunepé e Ipixuna, mereceu destaque no relatório: "Com a criação dessa reserva, o ARPA atingiu a meta de 9 milhões de hectares em UCs". Atualmente, o Arpa apóia 59 unidades federais e estaduais de conservação, que somam ao todo 31 milhões de hectares.

Nas UCs, são realizados projetos de desenvolvimento sustentável, financiados por instituições nacionais e internacionais. Segundo o relatório da Missão, o Fundo de Áreas Protegidas (FAP) tem atualmente cerca de US$ 16 milhões em caixa.

A Missão conseguiu ainda dar início às discussões para preparação de proposta para a segunda fase do programa. Foi sugerida uma meta acumulada de 28, 5 milhões de hectares. "No entanto, serão necessários estudos de viabilidade dessa meta, considerando os custos para expansão do programa", destaca o documento.

O MMA é o coordenador do Arpa, cuja execução é de responsabilidade do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio) e dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.

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