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Divida 'engole' 20 por cento do dinheiro do Meio Ambiente

JT, Politica, p.A8
19 de Jan de 2005

Dívida engole 20% do dinheiro do Meio Ambiente
O secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, anunciou ontem que a dívida herdada com fornecedores da pasta representa cerca de 20% do seu orçamento. São R$ 75 milhões orçados e R$ 13 milhões de dívidas. É um valor muito significativo”, argumentou ele, que foi secretário de Saúde nos dois primeiros anos da administração Marta Suplicy (PT) e, depois, deixou o PT para se filiar ao PV.
Na tarefa de cortar gastos, ele deu exemplo. Abriu mão do carro oficial oferecido a cada secretário municipal. Agora venho de ônibus para a secretaria”, disse. Jorge fez ontem um balanço do que encontrou nesse início de governo.
Segundo ele, mesmo com tamanho rombo, a gestão anterior pouco se preocupou com novas despesas. Logo no final do ano, por exemplo, a secretaria inaugurou sete novos parques, como o Colinas de São Francisco, na região do Butantã. Mas não foram previstos recursos para manutenção dos parques nem pessoal para cuidar dos locais. Estamos contando com a ajuda da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da comunidade”, revelou.
Jorge também disse que as empresas contratadas para fazer a limpeza dos parques municipais já existentes, como o Aclimação e Guarapiranga, estavam sem receber há quatro meses. Mesmo assim, pouco antes do Natal foi aberta uma licitação para contratar novos serviços. Tive de cancelar o processo, não tinha dinheiro. Estamos com 13 contratos de emergência até que a nova licitação seja colocada em prática”, afirmou.
Segundo o novo titular, a secretaria também abriu muita frentes de obras e reformas, mas não pagava. A reforma do planetário do Ibirapuera, por exemplo, pela situação que está agora ainda precisa de R$ 6 milhões. Agora não temos esse dinheiro”, disse.
Além das questões financeiras, Jorge fez críticas conceituais ao modelo seguido pelo antigo secretário, Adriano Diogo. Achei a secretaria sem um plano de metas de projetos prioritários. São milhares de tarefas, mas sem definição das principais. Não havia sequer um plano de metas.”
Jorge criticou ainda a meta de arborização alcançada pela gestão anterior – 100 mil árvores –, a ausência de definição da pasta para implementar o plano inspeção veicular e para liberar ou não o trecho Sul do Rodoanel.

JT, 19/01/2005, p. A8

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