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Autor: Nathália Lacerda
12 de Fev de 2016
Um pé machucado atestado por exame médico, o andar manco e relatos de várias testemunhas. Todos esses fatores levaram a Polícia Civil de Minas Gerais a prender Cristiano Barbosa dos Reis, o "Magrão", de 35 anos, apontado como o principal suspeito de ser o agressor de José Januário da Silva, de 57, o Índio, morto com chutes na cabeça enquanto dormia, no centro de Belo Horizonte, na madrugada do dia 15 de janeiro. A ação foi registrada por câmeras de segurança do comércio da região e a crueldade do crime chocou a população pela força dos chutes contra a cabeça da vítima e frieza do agressor.
Magrão foi preso no último dia 30, andando pela rua 21 de Abril, bem próximo ao local onde Silva foi espancado.
"Muitos moradores e comerciantes da região indicaram que o Magrão era o autor do crime. Durante as investigações, também disseram que ele estava com o pé machucado. Os policiais tiveram a felicidade de encontrá-lo andando pelo centro. No Hospital Odilon Behrens ficou constatado uma lesão no pé direito. Felizmente, ele deixou um rastro no próprio corpo indicando que ele seria o autor do crime", disse a delegada Ingrid Miranda Barros, da Delegacia de Homicídios Centro-Sul.
Segundo ela, as agressões teriam como motivação dívidas de drogas. Além disso, o comportamento da vítima - que era alcoólatra e usuário de drogas - também teria contribuindo para desavenças entre os dois.
Magrão negou a autoria do delito e afirma que estava em uma pousada quando o fato ocorreu.
"O rosto não aparece nas imagens. Mas não vou mentir, o físico da pessoa se parece com o meu", declarou. O suspeito também contesta o exame de Raio-X que atestou uma lesão no pé direito. "Eu nunca tive nada no meu pé. O exame tem que ser olhado por outro médico na frente do juiz. Eu não confio nesse exame, eu não estava mancando. É mentira", disse.
Após ser agredido, a vítima foi levada para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII com afundamento no crânio e chegou na unidade de saúde sem identificação. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Silva é natural de Parnaíba, no Piauí, e ainda não há confirmação sobre sua origem indígena.
Outros crimes. Segundo a delegada Ingrid Miranda Barros, Magrão é classificado como um traficante de alta periculosidade, bastante atuante na área central da capital. A ficha criminal do suspeito já registra passagens por furto, roubo, receptação e falsidade ideológica. Nas imediações do centro de Belo Horizonte, ele seria um "gerente" do tráfico de drogas, que agia com ajuda de moradores de rua.
Ainda conforme a delegada, Magrão também está sendo investigado pelo envolvimento em outros dois crimes. O suspeito teria encomendado a um menor a morte de Paulo Henrique da Silva e Silva, no dia 31 de dezembro do ano passado, e seria o mandante da tentativa de homicídio contra Alexandre Dias Alves, no dia 9 de janeiro deste ano. Ambos os casos aconteceram na rua Padre Paraíso, no bairro Carlos Prates.
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