Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
04 de Mai de 2004
A diretora do Departamento e Gestão de Ensino Indígena, da Secretaria Estadual de Educação, Natalina da Silva, defende a realização de um concurso diferenciado pelo fato de alguns não indígenas rejeitarem hoje trabalhar nas escolas localizadas nas comunidades indígenas. No concurso realizado pelo Governo do Estado, pessoas que passaram e seriam lotadas nas áreas não aceitaram.
A diretora afirmou que na manhã de ontem, durante a lotação dos aprovados na Secretaria de Educação, apenas dois candidatos que não são de Boa Vista aceitaram trabalhar na área indígena.
"Entre os daqui [da cidade] nenhum aceita ser lotado nas áreas indígenas", afirmou Natalina. Por isso, ela defende que seja realizado pelo governo um concurso diferenciado. "Isso não é discriminação. Se as pessoas não aceitam trabalhar com os índios, como iremos fazer, então?", questiona a diretora, informando que a secretária de Educação, Lenir Veras, já pensa na realização do concurso.
As escolas indígenas contam hoje com cerca de 700 professores. Destes, segundo, 470 foram formados pelo curso de Magistério Indígena. Os que concluíram o curso, com duração de 4 anos, estão trabalhando nas áreas indígenas. Ainda tem mais 70 índios que integram a primeira turma de nível superior que em breve estarão também ajudando na educação dos povos indígenas.
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