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Dilma inaugura porto no Pará e promete ponte sobre rio Xingu

Portal da Amazônia - http://www.portalamazonia.com.br
25 de abr de 2014

A presidente Dilma Rousseff está no Pará, nesta sexta-feira (25), e abriu agenda no Estado com entrevistas a rádios locais. A chefe do Executivo Nacional inaugura durante a visita o Complexo Portuário Miritituba-Barcarena, no nordeste do estado. Durante a viagem, ela anunciou a construção de uma ponte sobre o rio Xingu, depois de Amapu no sentido Altamira.

De acordo com a presidente, tanto o novo porto quanto a construção da ponte servem para dar agilidade ao escoamento da produção. "Esse porto vai levar logística de alta qualidade para escoar toda a produção através dos rios. Estamos descongestionando os portos do Sul e melhorando o fluxo de exportação no Norte, garantindo infraestrutura de qualidade", afirmou Dilma.

Fruto de investimento privado, a obra do Complexo Portuário Miritituba-Barcarena vai atuar como alternativa aos portos do Sul e Sudeste do país para a produção de soja do centro-oeste, que exportam para mercados dos continentes asiático e europeu. Dilma Rousseff garantiu ainda que mais três portos devem ser inaugurados no Pará.

A inauguração de complexo portuário no Pará estabelece uma nova rota de exportação de grãos pelo norte do Brasil. A capacidade de escoamento de carga é de até 2,5 milhões de toneladas de grãos por ano.

O complexo

O complexo portuário Miritituba-Barcarena, da Bunge, é composto da Estação de Transbordo, em Miritituba, e do Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron), em Barcarena. A partir de agora, os grãos das maiores regiões produtoras seguirão por caminhão pela BR-163 até a estação de transbordo de Miritituba, no oeste do Pará, percorrendo uma distância de 1.100 quilômetros. No terminal, a carga será colocada em barcaças que irão navegar o rio Tapajós , passarão pelo estreito de Breves e chegarão ao Terfron, em Vila do Conde, Barcarena, um percurso de 1.000 quilômetros realizado em aproximadamente três dias. No Terfron, a carga será armazenada para posterior embarque em navios graneleiros rumo ao exterior.

Pedro Parente, presidente e CEO da Bunge Brasil, o investimento permitirá transformar e alavancar o desenvolvimento no norte do país. "É um novo paradigma para os produtores brasileiros. Ao invés de escoar a produção de Mato Grosso pelo Sudeste do país, vamos estar escoando pelo Norte, muito mais próximo dos portos de destino, como Europa e China", declarou.

De acordo com o gerente de operações portuárias do Terfron, João Felipe Folquening, o complexo também contribui para a sustentabilidade ao privilegiar o modal hidroviário. "A grande novidade desse projeto é desafogar a logística rodoviária que hoje sai do Mato Grosso até o Sul/Sudeste do país, via rodovia e caminhões, e trazer esses caminhões subindo até Itaituba pela BR-163 e fazendo o transbordo da soja e do milho para as barcaças, descendo o Rio Tapajós até Barcarena. Então, o transporte hidroviário é um transporte muito mais sustentável e eficiente no transporte de grãos", afirmou.

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