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Dia Mundial dos Povos Indígenas é comemorado

Diário do Pará
Autor: Talita Baena
17 de Ago de 2006

Comemorar e buscar uma reflexão a respeito de como vivem os povos indígenas é a meta do projeto Mepriri, lançado ontem pela prefeitura de Parauapebas, Dia Internacional dos Povos Indígenas. Cerca de 340 alunos distribuídos entre as aldeias Cateté e Didijkó participam do projeto criador do Centro de Referência de Educação Indígena que, segundo o responsável pelo programa, Iran Monteiro, retomou ao município a responsabilidade de promover educação aos índios Xikrins, da nação Kaiapó.

A etnia dos Xikrins vive na área da Floresta Nacional de Carajás e desde quando a Funai transferiu a responsabilidade da educação indígena para as secretarias estaduais e municipais de educação, os índios dessa etnia deixaram de estudar. "Os índios são alunos muito inteligentes, mas alguns estão atrasados", comentou Monteiro.

Ainda segundo o coordenador que elaborou um diagnóstico da situação educacional dos índios, o programa de educação indígena da prefeitura de Parauapebas é um reconhecimento de que a população aborígine do município também é cidadã como as demais populações não nativas. "Estamos incluindo socialmente esse povo que historicamente foi excluído do processo educacional do município", enfatizou Monteiro.

O povo nativo da floresta de Carajás embora da mesma etnia, possuem particularidades. Os índios que vivem na aldeia Cateté já estão aculturados e são mais receptivos à influência dos "brancos". Já os Xikrins, da aldeia Didijkó, se mantém mais fiéis aos costumes dos ancestrais.

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