VOLTAR

Desmatamento prejudica aldeia de índios umutinas

Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
07 de Nov de 2002

Uma comunidade indígena inteira está sofrendo com desmatamentos ilegais das margens do rio Paraguai, que vem comprometendo a qualidade da água e o estoque pesqueiro do principal formador do Pantanal.

Ontem, o senador Antero Paes de Barros (PSDB) encaminhou ao secretário do Meio Ambiente, Frederico Müller, denúncia do crime ambiental, na região de Barra do Bugres.

Uma propriedade rural, que tem o rio como limite, promoveu grande desmatamento retirando parte da mata ciliar e prejudicando a comunidade da Aldeia Umutina, na outra margem do Paraguai.

Sem a mata ciliar, que funciona como uma proteção, o rio passa a receber material sólido que o deixa cada vez mais raso. Como conseqüência, a fauna e flora morrem com pouco oxigênio.

"Retirar a mata ciliar é crime desde a década de 60, porque pode provocar danos irreparáveis. Além disso, o peixe sempre foi o principal alimento dos mais de 300 índios que vivem na aldeia", alertou o senador.

Em denúncia formalizada ao secretário de Meio Ambiente, Antero pediu urgente fiscalização da Fema na fazenda para averiguar se existe autorização para a derrubada. Ao ser constatada a retirada da mata ciliar, o proprietário será multado e processado pelo Ministério Público.

A Aldeia Umutina está localizada numa área de 28 mil hectares, de onde a expedição de Rondon operava a instalação de linhas telegráficas em Mato Grosso. Existem 60 famílias moradoras, a maioria com muitos filhos. Há 8 anos a Pastoral da Criança atua na aldeia, levando a multimistura, rica em nutrientes.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.